Comunidade da Biblia Catolica

Conhecendo a Palavra de Deus

Paulo jesus rodrigues

O PURGATÓRIO

O purgatório existe? PODEMOS COMPROVAR BIBLICAMENTE A SUA EXISTENCIA?

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Respostas a este tópico

PESQUISANDO NA NET EU CONSEGUI AS SEGUINTES RESPOSTAS:

"Em verdade te digo que de maneira nenhuma [sairás] dali enquanto não pagares o último ceitil" (Mt 5,26)
* "Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro" (Mt 12,32)
* "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo" (1Cor 3,15).
Purgatório é um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “ por intervenção do fogo(poder libertador do Espírito Santo)”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). Eis alguns textos Bíblicos confirmando o Purgatório: “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm” (Malaquias 3,1-3). Confira mais outra: É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” (1 Pedro 3,19-20). Confira mais em: (1 Cor 3,11-15) (Mateus 5, 25-26).


ALGUEM PODE ACRESCENTAR MAIS ALGUMA COISA?

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Vejamos o que nos diz a Sã Doutrina da Santa Igreja Catolica.

P.98 PURGATÓRIO

§1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.

§1031 A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador:

No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.

§1032 Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2Mc 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos:

Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles.§1472 AS PENAS DO PECADO Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos toma incapazes da vida eterna; esta privação se chama "pena eterna" do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado "purgatório". Esta purificação liberta da chamada "pena temporal" do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena.

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obrigado Paulo pela colaboração

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Caro Antonio;
Vou lhe dá um conselho: Não continue subestimando a inteligência das pessoas. As pessoas que mais entendem de Bíblia estão na Igreja Católica ( Padres, Bispos e Papa, etc) e essas pessoas dedicam suas vidas inteiras para estudá-la.
Essa sua versão da História certamente vc encontrou em livros de pastores ou escritores evangélicos que, em matéria de fé, não são fontes confiáveis. Essa falsa versão não me interessa. Se vc quiser saber a verdadeira história vc deve buscá-la em fontes confiáveis e não existe no mundo outra fonte confiável e capaz de remontar toda historia através de documentos que não seja o Vaticano. Sua versão da historia é até interessante, mas não é verdadeira.
Como vc deve saber, a bíblia foi criada pela Igreja Católica com o objetivo de ensinar as tradições cristãs à gerações futuras e dede o inicio ela conserva os 7 deuterocanonicos. Essa história é longa, pois os caminhos dos primeiros cristãos foram muito difíceis.
Foi sobre São Pedro (cujo Papas são sucessores ) que Jesus Edificou a sua igreja e Jesus ainda disse que estaria com ele todos os dias até o fim do mundo. Pois bem: A Igreja católica é mãe da Bíblia e não filha. Apenas Ela (orientada pelos ensinamentos dos primeiros cristãos) foi a única encarregada de pregar o evangelho e guardar a palavra. É ela que conhece o verdadeiro sentido que deve ser dado à bíblia e tem legitimidade para incluir, retirar ou selecionar os livros pertencentes ao Canon.
Num pequeno trecho do seu discurso vc falou que “ou os católicos ou os evangélicos estariam no inferno”. Estou vendo que lhe ensinaram tudo errado mesmo. Te digo que quando Jesus voltar na sua glória ele não vai querer saber qual era sua religião... Ele irá salvar todos aqueles que seguirem seu exemplo de amor e fé.
A Igreja católica é uma grande instituição (maior religião Cristã do mundo- e isso incomoda a muitos) e com muita gente boa e inteligente envolvida. Você pode ter certeza que se 10% de sua versão da historia fosse verdadeira a Igreja não existiria nos dias atuais. São 2000 anos de historia e se não fosse ela sua igreja provavelmente não existiria. Talvez, em vez de está falando da grande igreja mãe você estivesse rezando por Maomé...
Este tópico seria para falar apenas do purgatorio, mas vc viajou na maionese incluindo varios outros temas que requerem uma discussão maior. Cada tema citado por vc merece uma discussão mais detalhada para não restar duvidas. num outro topico nos discutiremos cada tema específico.
"Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação." (2Pd 1,21)
Se vc quiser aprender o verdadeiro sentido de ser cristão (amor, respeito, perdão,...) e abandonar uma vida de fingimentos (aos ouvidos prega uma coisa e aos olhos prega outra) venha fazer parte da Igreja católica, porque nela você vai encontrar as respostas para todas as suas duvidas.
A escolha é sua!

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vejo que vc é uma pessoa bem esclarescida (parabens por isso!), mas para ser cristão e seguir os ensinamentos de Jesus vc parece estar um pouco longe...Vc chama de inimigos pessoas de outra religião? será que foi isso que Jesus lhe ensinou? e cadê o amor ao proximo tão pregado por Cristo? Pode ter certeza que com muito conhecimento teológico e com pouca humildade e amor ao proximo vc é um forte candidato a não ir para o ceu...
E lembre-se ainda do que São Paulo fala nos seus escritos: " ainda que eu falasse a lingua dos homens e falasse a lingua dos anjos sem amor eu nada seria"
Já dizia Tiago em sua carta: -" a fé sem obras é morta" de nada lhe valerá todo o conhecimento deste mundo.
Se vc já foi catolico realmente como vc fala, eu acho que vc saiu da grande escola sem aprender a lição (perdeu uma grande oportunidade) e por isso deve voltar a ser, pois estou constatando pelas suas atitudes que vc é evangelico fanatico e um mal exemplo de Cristão. No mínimo vc é um evangelico ideciso. Isso é comprovado pelo fato de vc está frequentando um site catolico (segundo vc - terra inimiga)
Venha para a igreja católica, pois como a bíblia nos ensina: " arvores boas dão bons frutos" Veja os exemplos de frutos da igreja catolica: São Francisco, São Joao, São Paulo, entre tantos outros santos.
Agora diga-me um bom fruto de uma igreja evangelica? Dificil né? só lembro de Edir Marcedo! esse realmente é um homem de Deus!
Eis uma grande diferença entre os católicos e os evangelicos/protestantes: Nós (catolicos) não vemos pessoas de outras religiões como inimigos e, por isso, logicamente somos pessoas melhores e menos fanaticos.
Que Deus ilumine seus caminhos e mostre a verdadeira mensagem!

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O Antonio(vaso) é um pastor evangelico, invasor de nossa comunidade, onde se passa por católico. Se ele mente se dizendo católico, sendo um protestante, devemos ver que eele segue os passos do herege fundador de sua seita satanica: Lutero, pois foi Lutero quem mandou seus seguidores mentirem bastante, para assim, serem salvos. Quem mente filho do diabo é que é.

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COMO É O PURGATÓRIO – Santa Catarina de Gênova





Santa Catarina de Gênova (1447-1510) nasceu em Gênova em 1447, filha de Francisca di Negro e Tiago Fieschi, então vice-rei de Nápoles sob Renato de Anjou. Escreveu a obra “o Tratado do Purgatório”, cujo prólogo a declarava “colocada no purgatório do incendiado amor divino, que a queimava toda e purificava-a de tudo o que tinha a purificar." Catarina concretizou o seu desejo de renovação espiritual na mortificação e na caridade.

“ Não há felicidade comparável a das almas do Purgatório, a não ser a dos santos no céu, e tal felicidade cresce incessantemente por influência de Deus, à medida que os impedimentos vão desaparecendo.Tais impedimentos são como a ferrugem e a felicidade das almas aumenta à medida que esta ferrugem diminui”. (Cap. II)

“Deus aumenta nelas a ânsia de O verem e acende-lhes no coração um fogo de amor tão poderoso que se lhes torna insuportável depararem com um obstáculo entre elas e Deus”. (Cap.III)

“Sentem-se tão fortemente atraídas para Deus que nenhuma comparação pode exprimir tal atração. Imaginemos, todavia, um único pão para matar a fome de todas as criaturas humanas e que bastava vê-lo para a fome ser satisfeita. Qual seria a reação de alguém que possui o instinto natural de comer e vem dotado de boa saúde? Qual seria, repito, a reação se não pudesse comer, nem tampouco adoecer ou morrer? Sua fome iria aumentando constantemente. Assim é a ânsia das almas no Purgatório para o encontro com Deus ” (Cap. VII).

“Pelo que diz respeito a Deus, vejo que o céu tem portas e pode entrar nele quem quiser, porque Deus é todo bondade. Mas a essência divina é tão pura que a alma, se nota em si qualquer impecilho, precipita-se no Purgatório e encontra esta grande misericórdia: a destruição deste impecilho” (Cap. IX)

“A alma vê que Deus, pelo seu grande amor e providência constante, jamais deixará de a atrair à sua última perfeição.” Vê também que, ligada pelos restos do pecado, não pode por si mesma corresponder a esta atração. Se encontrasse um Purgatório mais penoso, no qual pudesse ser mais rapidamente purificada, mergulharia nele imediatamente.”(Cap. XI) “O amor divino, ao penetrar nas almas do Purgatório, confere-lhes uma paz indescritível. Tem assim grande alegria e, ao mesmo tempo, grande pena. Mas uma não diminui a outra.” (Cap. XIV)

“Enquanto o acrisolamento não estiver concluído, compreendem que, se se aproximassem de Deus pela visão beatífica, não estariam no seu lugar e por isso sentiriam um maior sofrimento do que se permanecessem no Purgatório. ” (Cap. XVI)

“As almas sofrem voluntariamente as suas penas que não desejariam o menor alívio, por conceberem quão justas são.” (Cap. XVIII)

“O acrisolamento a que estão sujeitas as almas no Purgatório, experimentei-o em minha vida, durante dois anos. Tudo o que constituía para mim um alívio corporal ou espiritual, foi-me tirado gradualmente. Finalmente, para concluir: vede bem que tudo o que é profundamente humano, o nosso Deus todo poderoso e misericordioso transforma-o radicalmente. Não é outra a obra que se leva a cabo no Purgatório”. (Cap. XIX)

Santa Catarina de Gênova
Trattado Del Purgatório.
Edizione de “Vita Franciscana”
Frati Minori Cappuccini, Genova, 1929

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A Doutrina do Purgatório


Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20; Jo 14,15.25; 16,12´13), acredita na purificação das almas após a morte, e chama este estado, não lugar, de Purgatório. Ao nos ensinar sobre esta matéria, diz o nosso Catecismo: “Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu.” (CIC, §1030) Logo, as almas do Purgatório “estão certas da sua salvação eterna”, e isto lhes dá grande paz e alegria. Falando sobre isso, disse o Papa João Paulo II: “Mesmo que a alma tenha de sujeitar´se, naquela passagem para o Céu, à purificação das últimas escórias, mediante o Purgatório, ela já está cheia de luz , de certeza, de alegria, porque sabe que pertence para sempre ao seu Deus.”( Alocução de 03 de julho de 1991; LR n. 27 de 07/7/91).

O Catecismo ensina que:

“A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos, purificação esta que é totalmente diversa da punição dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório principalmente nos Concílios de Florença (1438´1445) e de Trento (1545´1563)”. (§ 1031) Portanto, o sofrimento purificador do purgatório é diferente daquele do inferno. “Este ensinamento baseia´se também sobre a prática da oração pelos defundos de que já fala a Escritura Sagrada: ‘Eis porque Judas Macabeus mandou oferecer este sacrifício expiatório em prol dos mortos, a fim de que fossem purificados de seu pecado’ (2 Mac 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em favor dos mesmos, particularmente o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos”(§1032) Devemos notar que o ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra´se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: “Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado”. (2 Mac 12,44s) Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. Todo homem foi criado para participar da felicidade plena de Deus (cf. CIC, §1), e gozar de sua visão face´a´face. Mas, como Deus é “Três vezes Santo”, como disse o Papa Paulo VI, e como viu o profeta Isaías (Is 6,8), não pode entrar em comunhão perfeita com Ele quem ainda tem resquícios de pecado na alma. A Carta aos Hebreus diz que: “sem a santidade ninguém pode ver a Deus” (Hb 12, 14). Então, a misericórdia de Deus dá´nos a oportunidade de purificação mesmo após a morte. Entenda, então, que o Purgatório, longe de ser castigo de Deus, é graça da sua misericórdia paterna. O ser humano carrega consigo uma certa desordem interior, que deveria extirpar nesta vida; mas quando não consegue, isto leva´o a cair novamente nas mesmas faltas. Ao confessar recebemos o perdão dos pecados; mas, infelizmente, para a maioria, a contrição ainda encontra resistência em seu íntimo, de modo que a desordem, a verdadeira raíz do pecado, não é totalmente extirpada. No purgatório essa desordem interior é totalmente destruída, e a alma chega à santidade perfeita, podendo entrar na comunhão plena com Deus, pois, com amor intenso a Ele, rejeita todo pecado. Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo ( palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos. O fogo neste texto tem sentido metafórico e representa o juízo de Deus (cf. Sl 78, 5; 88, 47; 96,3). O purgatório não é de fogo, já que a alma, sendo espiritual, não pode ser atingida pelo fogo terreno. No purgatório a alma vê com toda clareza a sua vida tíbia na terra, o seu amor insuficiente a Deus, e rejeita agora toda a incoerência a esse amor, vencendo assim as paixões que neste mundo se opuseram à vontade santa de Deus. Neste estado, a alma se arrepende até o extremo de suas negligências durante esta vida; e o amor a Deus extingue nela os afetos desregrados, de modo que ela se purifica. Desta forma, a alma sofre por ter sido negligente, e por atrasar assim, por culpa própria, o seu encontro definitivo com Deus. É um sofrimento nobre e espontâneo, inspirado pelo amor de Deus e horror ao pecado. São Gregório Magno (540´604), Papa e Doutor da Igreja, já no século VI ensinava a possiblidade do perdão na outra vida: “No que concerne a certas faltas leves, deve´se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.” (CIC, § 1031) O grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (1567´1655), tem um ensinamento maravilhoso sobre o purgatório. Ele ensinava, já na idade média, que é preciso tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório. Eis o que ele nos diz:

“1 ´ As almas alí vivem uma contínua união com Deus.

2 ´ Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar´se no inferno a apresentar´se manchadas diante de Deus.

3 ´ Purificam´se voluntariamente, amorosamente, porque assim o quer Deus.

4 ´ Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.

5 ´ São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.

6 ´ Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.

7 ´ São consoladas pelos anjos.

8 ´ Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.

9 ´ As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.

10 ´ Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama´lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.

11 ´ O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.”

´ Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981.

AS ORAÇÕES PELOS MORTOS

O Papa João Paulo II, no dia de finados de 1997, na Alocução mariana, disse: “A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra´se na comunhão do Corpo Místico... Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos.” (LR, n. 45, de 10/11/91)

O Catecismo ensina que:

“Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos...”(CIC, § 958) São João Crisóstomo (349´407), que foi patriarca de Constantinopla, doutor da Igreja, ensina a necessidade de rezar pelos mortos: “Levemos´lhes socorro e celebremos a sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai (Jó 1,5), porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer aos que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (CIC, §1032; In I Cor 41,5 PG 61,361). O mesmo São João Crisóstomo afirma que “os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e que esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” ( In Philipp. III 4, PG 62, 204, citado na Revista Pergunte e Responderemos n. 264, 1982, pp. 50´51). É interessante notar que S. Paulo pede “que o Senhor conceda a Onesíforo encontrar misericórdia da parte do Senhor naquele dia!”( 2 Tm 1, 18). É uma oração por um defunto. No início do século III, encontramos as Atas de Santa Perpétua de Cartago, na África, onde a mártir aparece orando por seu irmão Dinócrate, o qual morrera jovem: pedia que ele fosse transferido do lugar de padecimento em que se achava, para um “lugar de refrigério, de saciedade e de alegria”. Finalmente, viu Dinócrate, de coração puro, revestido de bela túnica, a gozar de refrigério, saciedade e alegria, como uma criancinha que sai da água e se dispõe a brincar. ( Passio, S. Perpétua VIIs; PR, idem) Nesta mesma época, Tertuliano (†202), de Cartago, atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III. Diz, por exemplo, que “durante a morte e o sepultamento de um fiel, fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. ( De anima 51; PR, ibidem) São Cipriano (†258), bispo de Cartago, refere´se à oferta do sacrifício eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos bispos seus antecessores ( cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “ oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”. ( Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem) Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart: “ Podemos de certo modo conceber o que terá sido a vida religiosa de Cartago em meados do século III. Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar... ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos... voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo.” (Revue de Clergé Français 1907 t. Lil 151; PR, ibidem) Acreditando na Comunhão dos Santos, a Igreja desde sempre rezou pelos mortos. A Didascalia, ou “doutrina” atribuída aos Doze Apóstolos, do início do século III, usado pelos cristãos da Síria, dizia: “Ao fazerdes as vossas comemorações, reuni´vos, lede as Sagradas Escrituras... tanto em vossas assembléias quanto nos cemitérios. O pão duro que o pão tiver purificado e que a invocação tiver santificado, oferecei´o orando pelos mortos” (idem) Os chamados “Cânones de Hipólito” , que se referem à Liturgia do século III, contém uma rubrica sobre os mortos... “caso se faça memória em favor daqueles que faleceram...” (Canones Hippoliti, em Monumenta Ecclesiae Liturgica; PR, 264,1982) Na primeira metade do século IV, o bispo Serapião de Thmuis, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, onde se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos: “Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: ‘Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca´as em meio às santas Potestades (anjos); dá´lhes lugar e permanência em teu reino’” (Journal of Theological Studies t. 1, p. 106; PR , 264,1982) “Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo( ou de tua serva) N. ; dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste”. (PR, 264,1982) Ainda podemos encontrar nas Constituições Apostólicas, do fim do século IV, redigidas com base em documentos bem mais antigos, no livro VIII da coleção, o seguinte: “Oremos pelo repouso de N. , afim de que o Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as faltas voluntárias e , por sua misericórdia, lhe dê o consórcio das almas santas.” No século III, Tertuliano (†220), já dava este testemunho: “A esposa roga pela alma do seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir´se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte”( De Monogamia, 10). Em todas as missas, em qualquer das formas da Oração Eucarística, a Igreja ora pelas almas: “Lembrai´vos também dos que morreram na paz do vosso Cristo e de todos os mortos dos quais só vós conheceis a fé”( Oração Euc. IV) “Lembrai´vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei´os junto a vós na luz da vossa face.”(Or. Euc. II) “Lembrai´vos dos nossos irmãos e irmãs ... que adormeceram na paz do vosso Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé só vos conhecestes: acolhei´os na luz da vossa face e concedei´lhes, no dia da ressurreição, a plenitude da vida.” (Or. Euc. VI´A) “Ó Pai, sabemos que sempre vos lembrais de todos. Por isso, pedimos por aqueles que nós amamos... e por todos os que morreram em vossa paz.”(Or. Euc. IX´ crianças 1) “A todos os que chamastes para a outra vida na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo os vossos braços, acolhei´os. Que vivam para sempre bem felizes no reino que para todos preparastes.”(Or. Euc. V) Nas Catequeses Mistagógicas, de S. Cirilo de Jerusalém (†386), assim ele diz: “Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima”(Cat. Mist. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38) “Da mesma forma, rezando nós a Deus pelos defuntos, ainda que pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas apresentamos Cristo morto pelos nossos pecados, procurando merecer e alcançar propiação junto a Deus clemente, tanto por eles como por nós mesmos.”(idem) Desde os seus primórdios a Igreja acredita e ensina a eficácia da oração de uns pelos outros, membros do mesmo corpo de Cristo. Santo Ambrósio ( 340´397), bispo e doutor da Igreja de Milão, que batizou S.Agostinho, no século IV já dava este testemunho: “... assim como é redimido do pecado e purificado no homem interior, por algumas obras de todo o povo, aquele que é lavado pelas lágrimas do povo. Pois concedeu Cristo à sua Igreja, que por todos resgatasse um, ela que mereceu o advento do Senhor, para que por um só, todos fossem remidos” ( DI, ref. 29). Não só a Igreja ora pelos mortos, como também ensina que eles intercedem por nós. O nosso Catecismo afirma que: “A nossa oração por eles [no Purgatório] pode não somente ajudá´los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós”. (CIC, § 958) Os santos, especialmente os místicos, invocavam as almas do purgatório. Que elas “nos obtenham a graça de voltar à amizade do Coração de Jesus...”, escreve Santa Margarida Maria Alacoque (Carta 480); e ainda: “E a estas [almas] rogareis... que empreguem seu poder para nos conseguir a graça de viver e morrer no amor e fidelidade ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo...”(desafio, 58). Muitos teólogos, como o próprio São Roberto Belarmino ( lib. 2 de Purgat. c. 4), de renome na Igreja, afirmam que a invocação das almas do purgatório é utilíssima. Em 1700, o Papa Clemente XI erigiu uma Confraria “Sub invocatione animarum purgatorii” (Sob a invocação das almas do purgatório) Também o Papa João Paulo II confirma com o seu ensinamento esta verdade: “... Igreja do Céu, Igreja da Terra e Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nesta cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus.”(Reconciliatio et poenitentia, 12) Falando da Confissão o Papa diz: “... é inegável a dimensão social deste sacramento, no qual é toda a Igreja ´ militante (na terra), a padecente (no Purgatório), e a triunfante ( no Céu) ´ que intervém em auxílio do penitente e o acollhe de novo em seu seio, tanto mais que toda a Igreja fora ofendida e ferida pelo seu pecado”. (RP, 31, IV) Em outra ocasião o Papa ensinou que: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio “ ( LR de 08/11/92, p. 11) E reafirmou em 02/11/94, que: “... os vínculos de amor que unem pais e filhos, esposas e esposos, irmãos e irmãs, assim como os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós, não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque as suas almas intercedem por nós junto de Deus”.

Do Livro ´O que são as Indulgências´ do prof. Felipe Aquino

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Muitos me perguntam onde está na Bíblia o Purgatório? Ele é uma exigência da razão e mesmo da caridade de Deus por nós. A palavra “Purgatório” não existe na Bíblia, foi criada pela Igreja, mas a realidade, o “conceito doutrinário” deste estado de purificação existe amplamente na Sagrada Escritura como vamos ver. A Igreja não tem dúvida desta realidade por isso, desde o primeiro século reza pelo sufrágio das almas do Purgatório.

1 – São Gregório Magno (†604), Papa e doutor da Igreja, explicava o Purgatório a partir de uma palavra de Jesus: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (Dial. 41,3). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, neste trecho, implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, após a morte.

2 – O ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus do Antigo Testamento; cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. “Então encontraram debaixo da túnica de cada um dos mortos objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, coisas proibidas pela Lei dos judeus. Ficou assim evidente a todos que haviam tombado por aquele motivos… puseram-me em oração, implorando que o pecado cometido encontrasse completo perdão… Depois [Judas] ajuntou, numa coleta individual, cerca de duas mil dracmas de prata, que enviou a Jerusalém para que se oferecesse um sacrifício propiciatório. Com ação tão bela e nobre ele tinha em consideração a ressurreição, porque, se não cresse na ressurreição dos mortos, teria sido coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Além disso, considerava a magnífica recompensa que está reservada àqueles que adormecem com sentimentos de piedade. Santo e pio pensamento! Por isso, mandou oferecer o sacrifício expiatório, para que os mortos fossem absolvidos do pecado” (2Mc 12,39-45).

O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: “Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado”. (2 Mac 12,44s) .Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. Cometeram uma falta que não foi mortal.

Fica claro no texto de Macabeus que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios, e que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados, aqui também está uma base bíblica para a crença no Purgatório e para a oração em favor dos mortos.

3 – Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E S. Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

4 – Na passagem de Mc 3,29, também há uma imagem nítida do Purgatório:”Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (…) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes.” (Lc 12,45-48). É uma referência clara ao que a Igreja chama de Purgatório. Após a morte, portanto, há um “estado” onde os “pouco fiéis” haverão de ser purificados.

5 – Outra passagem bíblica que dá margem a pensar no Purgatório é a de (Lc 12,58-59): “Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo.”

O Senhor Jesus ensina que devemos sempre entrar “em acordo” com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), nos colocará na “prisão” (Purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, “até o último centavo”. Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. A mesma parábola está´ em Mt 5, 22-26: “Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” . A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: “serás lançado na prisão”, e dali não se sai “enquanto não pagar o último centavo”.

6 – A Passagem de São Pedro 1Pe 3,18-19; 4,6, indica-nos também a realidade do Purgatório:”Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (…) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (…).” Nesta “prisão” ou “limbo” dos antepassados, onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, a Igreja viu uma figura do Purgatório. O texto indica que Cristo foi pregar “àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”. Temos, portanto, um “estado” onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, mas também não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, não é o céu. È um “lugar” onde os espíritos aguardavam a salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo.

Do livro: Purgatório. O que a Igreja ensina.

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Obrigado Arnoldo pelas suas respostas! é de católicos como vc que a igreja está precisando!
Que Deus lhe a bençoe sempre com muita sabedoria e proteção!

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Caro Antonio,

Provérbios diz "Quem advoga sua causa, por primeiro, parece ter razão; sobrevém a parte adversa, que examina a fundo." (18,17).

Percebo que você se utiliza sempre da frase "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

Com fundamento no proverbio acima para se chegar a verdade devemos examinar a fundo. Certo?

Em seu comentario nesta página você revela por suas palavras um conhecimento parcial, tanto do tema que nos é proposto (Purgatório), quanto aos demais temas que você se refere.

Te oriento tambem, como o Paulo Jesus Rodrigues a examinar a fundo essas questões. Porem tambem como nos revela o provérbio, é necessário que se conheça a parte adversa.

Enquanto se porta de maneira parcial e superficial, não se examina a fundo. E quando não se examina a fundo, não se chega a tão esperada Verdade que liberta!

Como catolico, acato em amor suas críticas, das quais ja li em várias obras de Lutero. Dessa forma gostaria de indicar que lesse algumas obras como: Os pais da igreja, Confissões de Santo Agostinho, Historia de uma alma de Santa Terezinha, Madre tereza de Calcuta, entre muitas outras.

Aprendi que temos os que dizem muito sem falar nada e os que sem falar nada dizem muito. Procura conhecer pessoas que doaram suas vidas pela causa de Cristo, como a historias dos Santos da Santa Igreja Catolica.

Como católico, tambem já fiz esse caminho, e não me arrependo, sempre busquei o conhecimento vendo os dois lados da moeda e hoje digo com alegria sou Católico Apostólico Romano. Sei dos problemas que aconteceram e que acontece com minha Santa Igreja, mas a amo. Tenho a Santa Igreja Catolica como minha mãe, sim como a Santa Virgem Maria, que continuando gerando Cristo em seu ventre.

Assim são todos os santos da igreja catolica, irmãos em Cristo Gerados no ventre de nossa Santa Mãe Maria, a Santa Igreja Catolica. Somos decendencia daquela cujo calcanhar será ferido, porem pisará a cabeça da serpente.

Assim como Maria gerou Cristo, a Santa Igreja Catolica gerou e continua gerando seus grandes Santos e Martires que não forão catolicos meia boca igual a mim, que hoje escreve sentado em um teclado querendo ensinar aos outros o que eu mesmo não consigo viver, mas esses Santos e Mártires da Santa Igreja Católica, escreveram nossa historia com seu sangue e suas vidas.

Os Santos e Martires católicos quando a Santa Igreja Catolica teve problemas, não fugiram como o LOBO que foge e dispersa suas ovelhas, mas sim ficaram e também a exemplo de Cristo deram suas vidas ao custo de consertar os erros. Fizeram isso por prezarem a Santa Igreja Católica mais que suas vidas e seus interesses mesquinhos, buscando assim ao custo de sua vida a UNIÃO da Igreja e a solução dos probelmas, não a desunião e a dispersão que o LOBO provoca.

Tenho certeza que vale a pena ler e aprender a historia da Igreja, desde seu INICIO, logo após a morte de Cristo até HOJE.

Se aprendermos só um lado da historia ou só um período dela te garanto que não chegaremos ao tão esperado CONHECIMENTO DA VERDADE QUE LIBERTA.

E mais, as vezes o muito conhecimento enfada, pois a letra mata mais o espirito vivifica. Creio que não dependa nem de mim de de você para existir ou deixar de existir o purgatorio.

Tenho certeza de uma coisa, Cristo quer nascer HOJE em nós e nos pergunta: Filhos meus quer receber Jesus em suas vidas?

Sabe qual resposta deve ser data e VIVIDA para que isso aconteça?

EIS AQUI O SERVO(A) DO SENNHOR, FAÇA-SE EM MIM CONFORME A TUA PALAVRA!

Eis ai o conhecimento da verdade que liberta!

Em Cristo Jesus, César e Maria Nossa Mãe, para a Glória de Deus Pai, na Unidade do Espirito Santo.
Amem!


Antonio(vaso) disse:
Paulo jesus rodrigues disse:
PESQUISANDO NA NET EU CONSEGUI AS SEGUINTES RESPOSTAS:

"Em verdade te digo que de maneira nenhuma [sairás] dali enquanto não pagares o último ceitil" (Mt 5,26)
* "Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro" (Mt 12,32)
* "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo" (1Cor 3,15).
Purgatório é um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “ por intervenção do fogo(poder libertador do Espírito Santo)”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). Eis alguns textos Bíblicos confirmando o Purgatório: “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm” (Malaquias 3,1-3). Confira mais outra: É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” (1 Pedro 3,19-20). Confira mais em: (1 Cor 3,11-15) (Mateus 5, 25-26).


ALGUEM PODE ACRESCENTAR MAIS ALGUMA COISA?


E ENCONTREI NA NET:

“Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”.

O Catolicismo tenta usar esse texto pra arvorarem que a idéia de purgatório é Bíblica. De acordo com a teologia romanista, o purgatório além de ser um lugar de purificação de pecado é também um lugar onde a alma cumpre pena; pelo que o fogo do purgatório deve ser temido grandemente.

Jesus disse que as pessoas assim condenadas irão para o castigo eterno (Mt 25.46). Ele não disse nada sobre um lugar de purificação após a morte ou de que o pecador que partiu desta vida teria outra oportunidade (Hb 9.27).

O texto alvo de nosso comentário mostra que assim como haverá diferentes graus de glória (galardões) no novo céu e na nova terra (I Co 15.41,42), também haverá diferentes graus de sofrimento no inferno.

“E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mt. 25.46)

O texto de Lucas em nada se refere a idéia de purgatório, mas a grau de punição no inferno eterno – “A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome”. (Ap. 14.11).

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Bom Dia Antonio;

Li seu texto e vejo que existem muitas questões a serem melhor esclarescidas. Minha vida anda um pouco corrida e eu gostaria de responder mais claramente algumas questões citadas por vc, mas isso demandará num tempo maior da minha parte (coisa q eu não tenho no momento). Assim que eu tiver um tempinho maior farei um comentario melhor do seu texto.
Em momento algum eu sequer insinuei que o tenho como inimigo e fico feliz por vc falar tambem que não me tens como inimigo (retificando o que vc havia dito).
Obrigado por responder mais uma vez e desculpe-me a falta de tempo!

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