Apenas um pequeno apontamento para reflexão:

Dos 10 mandamentos, o 1º -
Amarás ao senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto;
e amarás ao próximo "como a ti mesmo".
Eu, amo-me a mim mesmo ao ponto de querer satisfazer as minhas necessidades e se possível, todos os meus desejos e caprichos, ou seja tudo o que me dá na cabeça.
E AO PRÓXIMO COMO A MIM MESMO - Ao amar o outro, eu tenho de amar com a mesma intensidade, de satisfazer o outro em tudo aquilo que em mim satisfaço e procuro satisfazer (fazendo-o tão feliz quanto eu faço a mim mesmo, né?.
Esta é a medida do 1º mandamento da Lei de Deus (10 mandamentos).
A esmagadora maioria das pessoas (mesmo as que julgam ter muita fé) está ainda nesta fase:
Primeiro, por debilidade espiritual e por ignorância derivada de não vivenciar o Evangelho, tal como nos é ensinado, a maioria esmagadora das pessoas, fazem Deus esperar o tempo quase todo. Acham que o "Deus/religião" não combina com vender, com atender o publico, com lavar a roupa, com cozinhar, com despir a roupa, com tomar banho, com vestir o pijama, com praticamente tudo. Em suma, pensam que nas coisas da vida do dia-a-dia elas sabem muito bem encontrar a solução para tudo, sem precisarem de Deus, portanto Deus que espere. Entretanto, são arrogantes, impacientes, se cansam, respondem torto, se acham isto e aquilo, e até pensam que se fizerem alguma afirmação por mais besta que seja, se pronunciarem a palavra Deus ficam logo cheias de razão. Etc., etc. ...!
- Deus, ocupa o Seus espaço - só ao Domingo e é à hora da Missa (para quem lá vai…); se por acaso aconteceu lembrarem de uma piadinha porca durante a missa, assim que chegarem cá fora elas vão contar, porque o tempo dedicado a Deus já terminou e estão já livres de voltarem a ser pecadoras: porque, no fundo, as pessoas querem ser apenas humanas, querem sentir-se elas sem estarem sujeitas a nada, e Deus se pensarem nEle, estorva,
porque não sabem o que fazer com Deus sempre presente nas suas vidas, têm medo que Deus as não deixe ser como no fundo gostam e querem continuar a ser. Ser submisso à vontade de Deus o tempo todo, acham q é coisa só para santo, que até já nasceu para depois de morto ser canonizado, e como nao deve ser o caso delas, ser diferente é questão que nem se põe.
Querem viver em liberdade, amar com a paixão da cabeça. Querem viver os "
sonhos", ser e sentirem-se iguaisinhas aos que não são de Deus, (e já nada têm a perder porque perdidos já estão), mas no sábado vão-se confessar, no domingo vão à missa e comungam, e se for dia de festa de algum santo vão na procissão e até metem uma velinha na mão e oferecem outra à santinha; metem também o terçinho na mão o que mostra para toda a gente sinal de fé e piedade...! Julgando que deste modo agradam mais a Deus, sim porque quando Deus olhar bem a chama da vela e vir a cera a derreter, Deus fica radiante de alegria (rsrsrs) e toda a vida imbecil do dia-a-dia, supostamente, fica perdoada!
É uma forma de conseguir ter santidade por uns momentos, depois volta tudo à mesma!
Querem sentir a amizade, o calor humano, a proximidade, o carinho, o afecto, o tocar das mãos, a união dos corpos, o sexo - a que agora chamam «
fazer "amor"» pasme-se! Querem sobretudo a recompensa da entrega, da amizade, da simpatia, nem que seja com um sorriso, mas se for com um abraço melhor, se for com beijinho e abraço muito melhor e se for com alguma recompensa material ou obrigacional no sentido de repetir os agradáveis momentos melhor ainda, etc.!
O problema é que Deus não está á venda, nem se deixa corromper por coisas de espécie alguma.

No Novo Testamento,
Jesus dá-nos 1 mandamento novo:
«Amai-vos uns aos outros "como eu vos amei»!
O significado do Mandamento Novo, é outro, bem diferente do que foi escrito nas Tábuas da Lei entregues por Deus a Moisés.
Mas analisemos:
A primeira diferença, no AT «e ao próximo como a TI mesmo», trata-se de uma ordem directa a cada um, para que o cumpra individualmente para com o próximo; enquanto no NT o mandamento vem no plural «amai-vos» e com a exigência clara de reciprocidade «UNS aos OUTROS».
A segunda diferença está na condição, isto é, no grau de exigência do amor - COMO eu VOS AMEI (até à morte e morte de Cruz), ou seja até ao ponto de, à partida, estarmos, em cada momento presente, dispostos a dar tudo o que temos e somos interiormente - a “vida em nós”
O que significa neste contexto dar a vida?
- Tão simples como nos aproximarmos de quem quer que seja sem nada, fazendo o vazio dentro de nós, vendo no Irmão, no próximo, não ele, mas Deus nele.
Amar assim, quer dizer amar o que ele é no “fundo”, fundo esse que corresponde ao conjunto de características que Deus inculcou nele, que são a presença de Deus nele.
É o quê então?
É amar Deus no irmão!
Portanto, ao nos aproximarmos de alguém não transportamos preconceitos, ideias feitas, gostos, sonhos, vontades, juízos, manias nossas, coisas prontinhas para falar, etc.… nada! Estamos ante o irmão tal como Jesus no Horto – «não seja feita a minha vontade mas a Vossa» ou seja, esquecemos inclusive a presença de Deus em nós para amarmos Deus no outro.
DEUS É AMOR e sempre o mesmo!
Se o amor existe então existe DEUS.
Tudo isto para?
Para que ao fazermos o vazio em nós, morrendo para nós mesmos, para o nosso EU, nada obste a que possibilitemos que entre nós e o próximo Deus esteja presente!
Assim, se o outro sentindo a existencia do AMOR que é Deus, toma a mesma atitude que nós; deixam de existir 2 ou mais, mas UM SÓ, porque unidos no AMOR, em DEUS (que é amor).
«Onde dois ou mais estiverem UNIDOS no meu nome, eu estarei no meio deles»
Novamente temos o EMANUEL - DEUS CONNOSCO.
Toda a decisão que sair daqui é produto não da soma de nós, mas da UNIDADE, isto é do AMOR, de JESUS NO MEIO - DEUS!
Criadas estas condições, sendo perfeitos no AMOR, somos perfeitos como o PAI é perfeito porque DEUS É AMOR!
Em resumo, basta q sejamos como o vidro de uma lente para que a Luz de Deus exista sem alteração, e se espalhe.
Cumpre-se no Pai-nosso o «seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no céu»
Mais:
Criamos as condições para que Deus possa satisfazer o pedido de Jesus:
«
Pai QUE TODOS SEJAM UMA COISA SÓ, COMO EU E TU SOMOS UM SÓ»
A missão do cristão é, tal como a de Maria Santíssima:
Gerar e
dar Deus ao Mundo

Sempre na condição submissão à vontade de Deus (eis em mim a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa vontade), através do cumprimento do Mandamento Novo gerar a UNIDADE!
Para se chegar à unidade, para se viver esta realidade é necessário escolher Deus como o TUDO das nossas vidas.
Uma vez feita a escolha, assumida e posta em prática, tal como Jesus ensinou, ao amarmos Deus em nós, ao amarmos Deus no próximo estamos a amar Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Toda a Escritura Sagrada adquire para nós a sua verdadeira dimensão e tudo faz sentido, sem contradições poruque a Revelação é uma só como Deus é um só!
Vemos que desde o início não existe contradição na Escritura Sagrada e todas as promessas feitas aos que guardam a Palavra de Deus e a põem em prática se cumprem.
A Fé advém do hábito de dialogarmos no mais íntimo do nosso ser, com Deus, de Lhe pedirmos conselho e ajuda, (não tenham receio de serem ridídiculos com Deus, perguntem a Deus que camisa devem vestir hoje para agradarem mais ao próximo, perguntem que comida vão fazer para agradar mais ao marido e aos filhos, e à sogra...), de Lhe transmitirmos as nossas preocupações, as nossas duvidas, os nossos anseios, os nossos desejos na humildade da nossa condição humana, de O ouvirmos, da experiência de fazermos acordos com Deus, de Lhe agradecermos constantemente tudo o que temos e somos que é a Obra dEle em nós que no dia-a-dia nos modifica e nos torna mais próximos dEle, aumentando assim a nossa intimidade com Ele, e ainda na relação com o próximo pela constatação da presença de Deus no meio de nós e cujos efeitos iniciais vêm descritos no episódio dos Discípulos em Emaús…
Virá o dia em que como Paulo de Tarso e outros mais, possmaos também dizer:
«JÁ NÃO SOU EU QUE VIVO, MAS É DEUS QUE VIVE EM MIM»
