Comunidade da Biblia Catolica

Conhecendo a Palavra de Deus

REMIDIO PEREIRA

ortodoxos hispanicos :igreja fundada por mãos humanas !

A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, professa a Fé Ortodoxa, que é a verdadeira doutrina pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e que foi transmitida pelos Santos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis, e zelosamente guardada na sua pureza natural pela Santa Ortodoxia através dos séculos.
A doutrina ortodoxa é certa e justa, sem reduções nem acréscimos, baseada nas Sagradas Escrituras, na Tradição Apostólica e nos Sete Concílios Ecuménicos. É essa a doutrina ensinada e pregada pela Santa Igreja Ortodoxa, assim como na Igreja Católica Ortodoxa Hispânica para glorificar a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Somos Ortodoxos, porque seguimos a Santa Ortodoxia, a doutrina que observa os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela Igreja Ortodoxa, embora sigamos um Rito Litúrgico Católico Ocidental.
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica é a sociedade, baseada na fé dos doze Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e que vivem unidos pelos elos da Sã Doutrina, das Leis de Deus e da Hierarquia Eclesiástica divinamente instituída, assim como pela prática dos Santos Sacramentos.
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja Ortodoxa professa a Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e ensinada pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Terra Santa e nas cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta sã doutrina obedece aos mandamentos divinos, e procede de acordo com a vida da graça que Cristo Jesus nos legou pela sua morte e edificou pelos Santos Sacramentos da Igreja; acreditamos na vida eterna, observamos os ensinamentos dos Sete Concílios Ecuménicos e persistimos unidos aos pastores, bispos e demais sacerdotes católicos ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos.
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, reconhece como Chefe Único da Igreja, sem representantes ou embaixadores, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige, ensina, repreende e eleva. Ela é depositária da Sã Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a sua obra de amor e Salvação. Ela ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja de Fé Ortodoxa, reúne as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja Cristã: É UNA, SANTA CATÓLICA E APOSTÓLICA. Durante vinte séculos, a Igreja Ortodoxa manteve inalteráveis os Santos Sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos pastores que são autênticos e legítimos Sucessores dos Apóstolos.
A designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correctamente a sã doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Conservou-se exemplarmente na doutrina, desde a pregação de Cristo, até aos nossos dias de hoje.
Deus, na sua infinita bondade e misericórdia prometeu à sua Igreja a assistência do Espírito Santo e a sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no erro nem falhar nos seus ensinamentos.
As fontes de onde se extrai a nossa Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.
A Sagrada Escritura é a Sã Doutrina de Deus revelada ao género humano por intermédio dos Patriarcas, dos Profetas e dos Apóstolos, e está consignada no Antigo Testamento e no Novo Testamento.
Ao lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios desses homens santos, apesar dos séculos decorridos desde a data do registo dessas obras divinas.
O mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram, oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja Católica Ortodoxa. A razão do registo da Sagrada Escritura foi para conservar, de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.
A Santa Tradição Apostólica é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos concílios, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos Padres da Igreja.
Em resumo, A Tradição Apostólica encontra-se manifestada:
A - nos Sete Concílios Ecuménicos;
B - nas Obras Cristãs dos Santos Padres da Igreja;
C - no Símbolo dos Apóstolos;
D - no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;
E - no Símbolo de Santo Anastácio;
F - na Liturgia da Igreja;
G - nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãs;
H - nos livros simbólicos da Ortodoxia;
I - no magistério permanente da Igreja;
J - na legislação eclesiástica;
L - nos costumes e usos cristãos.
Mesmo que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir Santa Tradição Apostólica, que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina.
A diferença fundamental é a questão do dogma da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como Igreja de Fé Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição Apostólica.
Assim, a Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira seguidora da Sã Ortodoxia, embora seguidora de um Rito Litúrgico Católico Ocidental, mantém as várias características da Igreja Ortodoxa Oriental:
1 - Só admite os Sete Primeiros Concílios Ecuménicos;
2 - Admite a procedência do Espírito Santo unicamente do Pai;
3 - Admite o mesmo valor como fonte de Revelação, á Sagrada Escritura e á Santa Tradição Apostólica;
4 - A consagração do pão e do vinho, no Corpo e Sangue de Jesus Cristo na Santa Missa, efectua-se pelo Prefácio, Palavras da Instituição e Epiclese, num todo;
5 - Nega totalmente a infalibilidade de um Bispo, mas aceita-a como uma prerrogativa de toda a Igreja reunida em Concílio;
6 - Entende as decisões dum Concílio Ecuménico como superior ás decisões dum Concílio particular, local ou mesmo de um Bispo;
7 - Os Bispos são todos iguais entre si, só reconhecendo ao Bispo de Roma uma primazia de honra e não uma supremacia sobre toda a Igreja Cristã;
8 - A Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi concebida em estado de pecado original, igual a todas as demais criaturas;
9 - Rejeitamos a agregação do "Filioque" no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;
10 - Negamos a existência do limbo e do purgatório;
11 - Não admitimos a existência de um juízo particular logo após a morte, mas sim, um só juízo universal;
12 - O Sacramento da Santa Unção pode ser administrado aos fiéis várias vezes, em casos de enfermidade, e não só na hora da morte ou da agonia;
13 - Não admitimos a existência de indulgências;
14 - No Sacramento do Matrimónio o ministro do Sacramento é o sacerdote e não os contraentes;
15 - Admitimos o divórcio em situações excepcionais ou por razões graves;
16 - Nos templos da Igreja só admitimos Ícones;
17 - Os Sacerdotes podem optar pelo celibato ou pelo matrimónio;
18 - O Baptismo é por imersão (excepcionalmente por aspersão);
19 - Admitimos o livre uso do pão com levedura para a celebração da Santa Missa;
20 - A Sagrada Comunhão é ordinariamente administrada sob as duas espécies de pão e de vinho (excepcionalmente só de pão ou só de vinho);
21 - No processo de canonização de um santo, o povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade;
22 - Admitimos ao Santo Crisma e á Sagrada Comunhão logo após a recepção do Santo Baptismo;
23 - No Sacramento da Reconciliação, o Sacerdote absolve em Nome de Deus, através do Ministério da Igreja, e não em seu próprio nome;
24 - Não admitimos o poder temporal da Igreja.
A Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, tal como a Igreja Ortodoxa conserva os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem nenhuma alteração como aconteceu com a Igreja Católica Apostólica Romana, em que os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados.
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja Ortodoxa, manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe: "Eu te exorto diante de Deus... que guardes este mandamento sem maculo nem repreensão até á vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo" (I: VI-13 e 14). "Timóteo! Guarda o que te foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a qual tendo alguns professado, se desviaram da fé" (I: VI-20 e 21). "Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do espírito santo que habita em nós" (II: I-13 e 14).
Os Patriarcas Ortodoxos Orientais que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica reconhece e venera como verdadeiros Patriarcas da Santa Igreja Ortodoxa, são os seguintes:
- O Santo Patriarca de Constantinopla que se intitula: "Arcebispo de Constantinopla, Nova Roma e Patriarca Ecuménico";
- O Santo Patriarca de Antioquia, que se intitula: "Patriarca de Antioquia, Cidade de Deus, Silicia, Ibéria, Síria, Arábia e de todo o Oriente, Pai dos Pais, Pastor dos Pastores, Décimo Terceiro Apóstolo";
- O Santo Patriarca de Alexandria, que tem o título de: "Pai e Pastor, Papa e Patriarca da Grande Cidade de Alexandria, Lábia, Pentápolis, Etiópia e de todas as terras do Egipto";
- O Santo Patriarca de Jerusalém, que se intitula: "Patriarca da Cidade Santa de Jerusalém e de toda a Palestina, Síria, Arábia, Tranjordânia, Caná da Galileia e do Santo Sião";
- O Santo Patriarca de Moscovo, que tem o título de: "Arcebispo da Grande Cidade de Moscovo e Patriarca de todas as Rússias";
- O Santo Patriarca Romeno, que se intitula: "Arcebispo e Metropolita da Hungria e Valâquia, Patriarca Romeno";
- O Santo Patriarca da Sérvia (Jugoslávia), que tem o título de: "Sua Santidade o Arcebispo de Pecht, Metropolita de Belgrado, Patriarca Sérvio".
- Venera e respeita igualmente o Santo Patriarca de Roma e Chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, que tem o título de: "Servo dos servos de Deus, Bispo de Roma e Patriarca do Ocidente".
Os fiéis da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica são verdadeiros Ortodoxos porque crêem exactamente no que os Apóstolos ensinaram e nas verdades que a Santa Ortodoxia ensina e que se encontram contidas no Credo Niceno-Constantinopolitano, onde se afirma:
Creio em um só Deus, Pai Omnipotente, Criador do Céu e da Terra, de tudo o que é visível e invisível; E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos dos séculos. Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não criado, consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas; que desceu dos Céus por causa de nós homens, e para nossa salvação; e encarnou pelo Espírito Santo, na Virgem Maria e se fez homem. E foi crucificado por nossa causa, sob o poder e Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E subiu aos Céus e sentou-se á direita do pai. E novamente virá com glória, para julgar os vivos e os mortos e cujo Reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor Vivificante, que do Pai procede e que é com o pai e o filho adorado e glorificado, e que falou pelos Profetas; e em Uma Igreja, Santa, Católica e Apostólica; confesso, também, um só Baptismo para a remissão dos pecados; e espero a ressurreição dos mortos; e a vida do século futuro.

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Respostas a este tópico

Mãos humanas são as que ao longo da nossa existência terrena constroem o edifício das nossas obras até que Deus nos chames à Sua Divina presença.

As mãos humanas, num momento dado, ou estão em Deus ou em Satanás, ou estão ao serviço de Deus ou de Satanás, ou seja ou constroem por submissão a Deus e por isso segundo a Sua Vontade, o que equivale a dizer:
Agem aquilo que Deus quer, donde permitem por vontade consciente do homem, que seja Deus nele a agir e se é Deus no homem a agir a obra feita é de Deus e a Deus pertence e Deus não constrói para agradar a Satanás!

Estar em Deus, significa sujeitar sempre a nossa vontade à vontade de Deus. Muitos pensamentos vêm á nossa pobre cabeça, muita vondade nos assalta a mente, porém quem escolheu Deus como o TUDO DA SUA VIDA, isto é, quem AMA AO SENHOR NOSSO DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS tem inclusive de sujeitar o emitir ou não as suas ideias conforme a Vontade de Deus. Tal disponibilidade interior não é fácil de conseguir a 100%, mas se vivenciada repetidas vezes, em função de Deus, com o único objectivo de Lhe agradar, com o tempo acaba por se tornar um hábito corrente já natural em nós. Não basta haver em nós boa intenção para que seja legítimo dizer, escrever, fazer o que nos vem à cabeça, é necessário que não obstante haver boa intanção seja Vontade de Deus. Diz o Povo que de boas intenções está o Inferno cheio! É bom não esquecer que além de Deus existir Satanás também existe com permissão de Deus, a fim de testar a nossa submissão e fidelidade à sua Divina Vontade. Assim como Jesus foi tentado por Satanás também as almas de Deus o são e de igual forma; «tu que és pessoas de Deus olha só ... diz o que pensas, vá fala, vá faz...» e nós que oramos, que meditamos, que temos uma vida intensa de sacramentos, julgando-nos detentores incontestáveis da verdade absoluto, caímos que nem uns patinhos, deixando-nos arrastar pelos encantos conscientes da nossa proximadade com Deus e, subrrepticiamente por Satanás que tocou as franjas do nosso orgulho espiritual, sentimo-nos insitados a julgar os outros e tudo o que existe, sem nos darmos conta de quanto isso corroe a nossa natureza interior e nos atrasa na caminhada em direcçao a Deus. É - efectivamente nem tudo o que julgamos conter boa intenção constitui manifesta Vontade de Deus, disso creio ser um exemplo forte a "santa" Inquisição instituída pela Igreja porque decretada pelos santos Padres, cujos efeitos e repercussões ainda hoje se sentem e continuarão a sentir e a provocar danos terríveis inclusive no seio dos batizados, que muito justamente levou o nosso querido e saudoso SANTO Padre o Papa João Paulo II a pedir perdão a toda a Humanidade.
É necessária muita inteligência, muita atenção, muita oração, muita humildade, muita contenção, muito espirito de submissão a Deus para não irmos além do que nos é devido, porque entre a boa intenção e a Vontade de Deus nem sempre é nítida a sua separação.



Urge aprender a fazer o vazio dentro de nós, saber como comportar-nos em "vazio" sem nada que não seja a presença de Deus em nós. Este é o segredo para uma vida correcta em Deus. Ser consciente, ter bom senso, ser justo, ser lúcido, ser criterioso, ser cristão, ter uma alma católica (universal), ser padre, ser isto e aquilo, por mais elevado q seja na escala dos valores positivos e espirituais, ficará sempre abaixo do desejável se não se sujeitar à condição do vazio em nós para que seja Deus a ocupar todo esse espaço.

Assim foi e é a vida dos santos, dos quais Maria Santíssima a Mãe de Jesus, como humana que é, e como humana que viveu na Terra é para todos nós o exemplo mais forte e evidente a seguir.

É esta a atitude fundamental de base, na vida por Deus, com Deus e em Deus, que constitui o caminho na via da santidade, cuja vida no seu balanço final não será tanto humana mas Divina porque a pessoa permitiu que acontecesse «Deus livre em si mesma» e consequentemente os resultados dessa vida não são humanos mas Divinos.
Quando nós Cristãos Católicos ao exaltarmos a vida de um santo, mais não fazemos do que exaltar a obra de Deus através da pessoa que teve o melhor dos bons sensos - deixar que Deus agisse livremente através dela.
Isto os protestantes - afanosos ledores (leitores) de Biblias, esquecendo que o espirito vivifica e a letra mata, não entendem , como se a Verdade que é Deus e revelada nas Sagradas Escrituras, por ser tocada com os dedos ou andar com a Bíblia debaixo do braço entrasse no ser humano por osmose....!

Ser Igreja, é não ser nada, ser Igreja é fazer o vazio para que Deus seja em nós.
A esposa é do Esposo e os filhos são, na condição de filhos, dos pais...!
Não compete aos filhos julgar os pais, mas aos pais formar e educar os filhos e prepará-los para a "vida futura". Acima dos esposos está Deus, e se Jesus é o esposo da Igreja, Ele sempre foi submisso ao Pai, poque sendo Ele VERBO de DEUS no Pai está inserido. AIgreja Militante é constituída por homens (falíveis), e a falibiliadade humana está demonstrada na História da Igreja sempre que ocorreram situações de mau uso do poder, mas a sua perenidade no tempo permanece porque alicerçada em Cristo, baseada no Verbo de Deus, assistida pelo Espírito Santo.
Creio que dias virão em que muitas das arestas entrretanto criadas pela mão do homem e supostamenete inultrapassáveis serão limadas e desaparecerão, pois se é Verdade que «tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome vos será concedido» não é menos verdade que o que Jesus - VERBO DE DEUS, pediu ao Pai LHE será igualmente concedido ou nao seja O FILHO e o PAI com o ESPIRITO SANTO um só DEUS.

Na Igreja UNA não foi nem é o DIVINO que provocou desentendimentos entre as partes de um todo! Se no tempo dos Faraós e dos Imperadores Romanos alguns se julagavam e agiam como se deuses fossem, alguns Bispos de Roma (Papas), por vezes, fizeram muito parecido e a história o narra. É comum nas familias haverem alguns podres que incomódam os respectivos familiares recordá-los, e dos quais se evita falar e na "rua" (fora do contexto familiar), nem pensar falar deles porque o resultado seria desastroso. Como sabe, em qualquer familia, por melhr e mais santa que seja, nem tudo está certo, na Igreja Una Santa Católica e Apostolica também houve e há erros, só que Jesus disse:
- «sêde perfeitos como o Pai é perfeito»
- «amai-vos uns aos outros como eu vos amei»
e nunca disse critcai-vos, julgai-vos uns aos outros, por que só Deus pode ler o que vai no coração de cada um. Enquanto seres humanos que somos, acreditemos que é Deus quem conduz os destinos deste mundo e não atribuamos ao Homem nem o culpemos por carência de atributos em termos "absolutos" que apenas podem ser Divinos.
Repito: façamos o vazio e deixemos que seja Deus a pensar e a agir por nós dentro de nós e através de nós,
ou seja,
DEUS e nunca NÓS - (o nosso "euzinho").

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Reencarnação no Pentateuco

Um dos graves problemas que trazem as teologias dogmáticas é fazer com que as pessoas percam completamente o senso crítico, passando a aceitar tudo que lhe dizem sem o mínimo questionamento. O Espiritismo, ao contrário, incentiva a análise crítica de tudo, exatamente como recomendou Paulo: “Examinai tudo e retende o que é bom”. (1Ts 5,21).

Vejamos essa passagem:

Iahweh! Iahweh... Deus de ternura e de piedade, lento para a cólera, rico em graça e em fidelidade; que guarda sua graça a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos até a terceira e a quarta geração. (Ex 34, 6-7). (ver tb Ex 20, 5-6 e Dt 24,9-10). (Bíblia de Jerusalém, São Paulo: Paulus, 2002).

Quem é “ternura e piedade” imputaria um castigo ao inocente no lugar do verdadeiro culpado? Como alguém “rico em graça e fidelidade” penalizaria os filhos pelos erros de seus pais? Se se “tolera a falta, a transgressão e o pecado”, como, diante disso, ainda se fala em castigo eterno? Se “a ninguém deixa impune”, como alguém pode dizer que os erros estão simplesmente perdoados ou foram redimidos? Quando se “castiga a falta dos pais nos filhos”, como fica a questão da justiça? Apesar de ser “lento para a cólera”, como não falar em vingança se o castigo se estende “até a terceira e quarta geração”?

Será que a teologia tradicional conseguiria, usando argumentos coerentes, explicar todos esses questionamentos? Acreditamos que não. Tentariam é claro, mas usando de sofismas, que poderiam convencer os néscios. Entretanto, longe dela, podemos encontrar explicações razoáveis para tudo isso, sem perdermos o senso de lógica.

Para nossa análise do castigo partiremos da seguinte questão: Como, por ele, se poderia atender simultaneamente a tudo quanto foi questionado, sem a mínima contradição?

Antes diremos que a mudança de uma preposição é que coloca todo o texto em conflito, mas se a mantivermos como deveria ser então as coisas irão facilmente se encaixar. Estamos falando da preposição “até” que, segundo os mais entendidos, foi colocada no lugar de “na”, alterando o significado do texto original, para fugir, qual diabo da cruz, de um princípio que condiz plenamente com a justiça divina, mas que entra em conflito com os dogmas impostos pelos teólogos do passado.

Então o trecho ficaria assim: “castigo a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos na terceira e quarta geração”, isso nada mais é que o princípio da reencarnação, escamoteado por interesses escusos. Qualquer um de nós pode muito bem, pela reencarnação, nascer como seu neto ou bisneto, ficando justo o castigo, pois, na verdade, está se atingindo o verdadeiro criminoso, agora encarnado como um de seus descendentes.

Observar que, de acordo com o que estamos pensando, o texto não ficaria em contradição com: “Sim, a pessoa que peca é a que morre! O filho não sofre o castigo da iniqüidade do pai, como pai não sobre o castigo da iniqüidade do filho: a justiça do justo será imputada a ele, exatamente como a impiedade do ímpio será imputada a ele”. (Ez 18, 20). (Bíblia de Jerusalém, São Paulo: Paulus, 2002).

Por outro lado, haveria plena concordância com tudo quanto está se falando de Deus, porquanto, Ele é realmente um Deus “de ternura e de piedade, lento para a cólera, rico em graça e em fidelidade”. O que faz também a questão da “tolerância da falta, da transgressão e do pecado”, ficar clara, mas, devemos convir que, tolerância não implica em perdão puro e simples, pois seria contrário à afirmativa de que Deus “a ninguém deixa impune”. Haverá sim, por questão de justiça, o castigo. Entretanto, esse terá que se harmonizar com o que já foi dito. O castigo divino deverá ser entendido como algo que tenha objetivo corretivo-educativo, buscando, dessa forma, o nosso aprendizado espiritual, conduzindo-nos à evolução e não como algo apenas de conotação punitiva.

Assim, caro leitor, a única coisa que pode atender à passagem analisada é o princípio da reencarnação, que apesar de ser um ensinamento claro de Jesus, ainda é negado pela liderança religiosa, que parece não estar muito preocupada em “juntar tesouros nos céus”, mas prefere isso sim juntar os daqui da Terra mesmo. “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que falam” (Lc 23,34), diria Jesus a eles.

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Ressurreição da Carne?

“... a carne e o sangue não poderão herdar o reino de Deus”. (1Cor 15,50)

Introdução

Não é de hoje que este assunto é encarado, pelos fiéis das inúmeras correntes religiosas cristãs, como uma coisa líquida e certa. Entretanto, a ciência vem afirmar que o nosso corpo físico, no processo de sua decomposição, restitui à natureza os elementos - carbono, hidrogênio, azoto, oxigênio, etc. - de quem tomou emprestado.

Este é mais um dos muitos motivos pelo qual não se concilia a Ciência com a religião, mas numa análise mais profunda, sem preconceito e nem dogmatismo, vimos que, biblicamente falando, a ressurreição nunca foi a da carne, como apregoam por aí.

Em busca da resposta

Parece-nos que, pela análise de algumas passagens bíblicas, o que encontramos foi justamente o contrário. Vejamos:

Mt 22,30: “De fato, na ressurreição, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu”.

Todos nós acreditamos que, indiscutivelmente, os anjos não possuem corpo físico. Ao Jesus afirmar que na ressurreição os homens e mulheres serão como os anjos do céu, por isso não se casarão, Ele nos remete à questão da ressurreição espiritual.

Jo 4,24: “Deus é Espírito”.

Aqui temos um paradoxo, pois a nós, segundo a crença dogmática, caberia viver no plano espiritual na mesma condição de vida que tínhamos aqui no plano físico, enquanto Deus, nesse mesmo plano para o qual iremos, vive puramente na condição espiritual. Absurdo teológico incompatível com a lógica, pois o plano espiritual está para o corpo espiritual, como o plano terreno está para o corpo físico.

Para a manutenção da vida do nosso invólucro carnal é necessário, dentre inúmeras coisas, de oxigênio, água e alimentação. Será que haverá tudo isso no lugar para onde dizem que iremos após a morte? O pior é que todas essas coisas deverão existir tanto no céu quanto no inferno, já que muitos correm o risco de terem como destino o lago de fogo. Quem sabe um milagre resolva essa questão?

Jo 6,63: “... o espírito é que dá vida a carne de nada serve”.

Será que os teólogos nunca leram essa passagem? Se a carne de nada serve, então qual a sua utilidade no plano espiritual?

Lc 16,19-23: “Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino, e dava banquete todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico... Aconteceu que o pobre morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico, e foi enterrado. No inferno, em meio aos tormentos, o rico levantou os olhos, e viu de longe Abraão, com Lázaro a seu lado”.

Considerando-se que o rico foi enterrado, pode-se concluir que foi isso o que ocorreu também a Lázaro. Tendo acontecido isso, forçosamente somos obrigados a aceitar que esses dois personagens não foram para o outro lado da vida, situação que se encontravam, conforme a narrativa, senão na condição de espíritos.

Lc 23,43: “Jesus respondeu: ‘Eu lhe garanto: hoje mesmo você estará comigo no Paraíso’".

Se essa afirmativa atribuída a Jesus for verdadeira, então a condição em que o “bom ladrão” transportou-se ao “paraíso” foi na condição espiritual, pois seu corpo deve, segundo o costume da época, ter servido de repasto aos urubus, já que os corpos dos executados, nessas condições, ficavam expostos para impressionar os transeuntes.

Lc 23,46: “Pai em tuas mãos entrego o meu Espírito”.

Mantendo a coerência com o que havia dito antes, Jesus entrega o seu espírito, não o seu corpo físico, já que, conforme havia dito anteriormente, a carne de nada serve.

1Cor 15,44.50: “... é semeado corpo animal, mas ressuscita corpo espiritual. Se existe um corpo animal, também existe um corpo espiritual,... a carne e o sangue não poderão herdar o reino de Deus”.

Paulo, sempre usado para sustentar algumas interpretações de conveniência, é quem também podemos usar para contestar, por mais uma vez, a crença na ressurreição da carne. Observar que o apóstolo dos gentios diz taxativamente que ressuscita o corpo espiritual e arremata, como que para não deixar dúvidas, dizendo que o corpo físico não pode herdar o reino de Deus.

Esses textos aqui relacionados são suficientes para reconhecermos que iremos ressuscitar no corpo espiritual e não no corpo físico, como ainda é aceito e defendido por muitos.

Mas alguém poderia objetar dizendo que Jesus teria ressuscitado em corpo físico, fato que confirmaria a ressurreição da carne.

Pelos relatos bíblicos Jesus foi crucificado às nove horas da manhã, tempo insuficiente para que, a partir das primeiras horas do dia, ocorresse primeiro a reunião do Sinédrio, depois, em relação a Jesus, sua prisão, as torturas que sofreu, sua condução a Pilatos, a Herodes, e a Pilatos novamente, para que caminhasse até o Gólgota carregando a cruz, deixando-nos em dúvida quanto aos fatos que realmente ocorreram.

Uma coisa que poucos sabem é que a morte por crucificação não era imediata, levava-se, segundo alguns estudiosos, de dois a três dias, outros estendem esse tempo a até cinco dias. Entre a sua crucificação e morte o tempo foi de apenas seis horas e como não quebraram seus ossos, o que faziam para apressar a morte do condenado, resta-nos a dúvida, por não termos elementos seguros para acreditar no relatado.

É tão evidente que o tempo foi curto que até Pilatos, quando foram reclamar-lhe o corpo, se surpreende de que Jesus já havia morrido (Mc 15,44).

Como o dogmatismo não manda mais ninguém para a fogueira, numa demonstração prévia de como os ímpios irão arder no fogo do inferno, pensadores têm surgido questionando até mesmo a veracidade dos próprios textos bíblicos, quanto à realidade da morte de Jesus na cruz. Essas dificuldades que acabamos de colocar, podem nos remeter a essa hipótese.

Para se ver, por exemplo, que os relatos não são tão mais inquestionáveis assim, transcrevemos do capítulo JESUS NÃO MORREU NA CRUZ constante do livro A Sociedade Secreta de Jesus o seguinte trecho:

Ao raiar do dia, no sábado, vendo o sepulcro aberto e tendo o corpo de Jesus sumido, os guardas, com medo de Pilatos, vão até os sacerdotes saduceus e contam-lhes a história do desaparecimento do corpo de Jesus. No que os sacerdotes saduceus tranqüilizam os guardas e garantem que, caso a história chegue aos ouvidos de Pilatos, eles (os sacerdotes) iriam convencer Pilatos a não punir os guardas, deixando-os em paz, pois era sabido que os discípulos de Jesus iriam mesmo tentar roubar o corpo.

Esta história está parcialmente contada em Mateus (28:11-15) Entretanto, como o cadáver de Jesus jamais apareceu e isto desmoronaria a tese da ressurreição, pois ninguém ressuscita sem morrer e para morrer tem que haver um cadáver; este corpo de Jesus morto jamais apareceu. E Mateus, novamente, conta exatamente esta história do roubo do corpo, mas depois diz que é mentira.

Para os próprios cristãos, segundo evidências claras na Bíblia, Jesus não morreu na cruz. Senão vejamos:

João (20:11-17) - Dois essênios de branco (confundidos como anjos) são vistos no sepulcro e Jesus – depois de "morto" - diz para Madalena, dentro do sepulcro, que ainda não havia morrido.

“Jesus disse-lhe: - Não Me detenhas porque ainda não subi para Meu Pai ".

Lucas (24:4-5) - Dois essênios de branco, resplandecentes, estão no sepulcro vazio e falam para Madalena, Joana e Maria mãe de Tiago: - “Por que buscais entre os mortos Aquele que vive?"

Mateus (28:3) - Um essênio, vestido de branco, estava no sepulcro e fala às mulheres sobre o desaparecimento do corpo de Jesus. (Aqui uma questão simples: Se Jesus tivesse morrido (matéria) e ressuscitado (espírito)... onde foi parar o corpo? Tinha de haver um corpo. Tinha de haver a matéria).

Marcos (16:5) - Um jovem essênio, vestido de branco, guardava o túmulo de Jesus e fala com Madalena, Salomé e Maria Mãe de Tiago. - Aqui sai Joana e entra Salomé, mas tudo bem - (Novamente a mesma questão simples: Se Jesus tivesse morrido e ressuscitado... onde foi parar o corpo?)

João (20:5-7) - Pedro entra no sepulcro e encontra ataduras de curativos e ligaduras espalhadas por toda parte. (Se Jesus havia morrido na cruz... por que colocaram ataduras, remédios, ungüentos e ligaduras num "morto", como as que Pedro encontrou no sepulcro? Coloca-se atadura e remédio em morto?)

Lucas (24:36-43) - Diante do espanto dos discípulos que imaginavam estar vendo um espírito, Jesus confessa aos discípulos, com todas as palavras que Ele não havia morrido na cruz. E para provar que era Ele mesmo, Jesus diz: - "Vede as Minhas mãos e os Meus pés?; Sou Eu mesmo!". E para provar que não era espírito e sim carne, complementa:- "Apalpai-me e olhai que um espírito não tem carne, nem ossos, como verificais que eu tenho!"

E para encerrar de vez a discussão sobre espírito e matéria, Jesus pede comida aos discípulos ainda assombrados: - "Tendes aí alguma coisa que se coma?". Deram-lhe então uma posta de peixe assado e, tomando-a, comeu diante deles".

Pode um relato ser mais claro? Ou seja, nem mesmo os cristãos, mais cegamente fiéis seguidores da Bíblia, podem acreditar na morte de Jesus na cruz, pois o relato de Lucas (24:26-43) é claro demais, cristalino demais, insofismável, resistente até ao mais insano dos exegetas de bicicleta. Jesus diz claramente que não havia morrido na cruz ("não ascendi ao pai"), que não era espírito e sim carne (e para provar que não era espírito e sim carne, complementa: Apalpa-me e olhai que espírito não tem carne nem ossos como verificais que eu tenho") e para finalizar Jesus pede comida e bebida, e de fato come peixe assado e bebe com os discípulos. (MACHADO, 2004, pp. 297-300).

Argumentos que não encontramos meios de como rebatê-los, ainda mais pelo fato de encontrarmos essa mesma informação em outras fontes. Vejamos:

“... o Alcorão diz o seguinte: ‘Eles não o mataram, não o crucificaram, mas isso lhes pareceu (Alcorão 4,156). ... Certos muçulmanos do Paquistão... para eles, Jesus foi de fato pregado à cruz, mas, quando o retiraram de lá, Ele ainda vivia. Então, livre da cruz, ele se curou e partiu para a Índia” (Revista Grandes Líderes da História, p. 29).

Tudo isso de certa forma poderia vir a corroborar o que está escrito em At 1,3: “Foi aos apóstolos que Jesus, com numerosas provas, se mostrou vivo depois da sua paixão: durante quarenta dias depois apareceu a eles,...”. Lucas, “... após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio,...” (Lc 1,2), afirma que Jesus se mostrou vivo, o que confirmaria aquilo que encontramos em outras fontes. É aqui que ficamos em dúvida, pois se Jesus se apresentou fisicamente, então a tese, que apresentamos para uma reflexão, de que ele na verdade não morreu na cruz, seria uma possibilidade que deveria ser mais bem analisada.

Todavia, alguém dirá: "Como é que os mortos ressuscitam? Com que corpo voltarão?" Insensato! Aquilo que você semeia não volta à vida, a não ser que morra. E o que você semeia não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie. A seguir, Deus lhe dá corpo como quer: ele dá a cada uma das sementes o corpo que lhe é próprio. Nenhuma carne é igual às outras: a carne dos homens é de um tipo, a dos animais é de outro, e de outro a dos pássaros e de outro ainda a dos peixes. Há corpos celestes e há corpos terrestres. O brilho dos celestes, porém, é diferente do brilho dos terrestres. Uma coisa é o brilho do sol, outra o brilho da lua, e outra o brilho das estrelas. E até de estrela para estrela há diferença de brilho. O mesmo acontece com a ressurreição dos mortos: o corpo é semeado corruptível, mas ressuscita incorruptível; é semeado desprezível, mas ressuscita glorioso; é semeado na fraqueza, mas ressuscita cheio de força; é semeado corpo animal, mas ressuscita corpo espiritual. Se existe um corpo animal, também existe um corpo espiritual,...

Calma, não somos nós quem estamos dizendo isso, é Paulo, o de Tarso (1Cor 15,35-44). Sua afirmação da existência do corpo espiritual é de tamanha clareza que não deveria deixar margem a dúvidas, nem tampouco o surgimento de interpretações equivocadas.

Mas isso ainda não é tudo, pois quando ele arremata a sua argumentação, a coisa fica ainda mais clara, vejam: “Eu lhes digo, irmãos, que a carne e o sangue não podem receber em herança o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorruptibilidade”. (v. 50).

Há uma passagem muito elucidativa em que os saduceus, que afirmavam não existir ressurreição, perguntaram a Jesus sobre a situação de uma mulher que havia se casado com sete irmãos (para cumprir a lei do Levirato), queriam saber, quando da ressurreição, de qual dos sete ela seria mulher. Ao que Jesus responde: “De fato, na ressurreição, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu” (Mt 22, 23-30). Ora, todos nós aceitamos que os anjos são seres espirituais, daí se seremos iguais a eles, então, conseqüentemente, também seremos seres espirituais, condição em que ressuscitaremos. A afirmação de “seres espirituais” implica necessariamente na existência de um corpo espiritual.

Na seqüência, ainda afirma Jesus: “Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos declarou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó?’ Ora, ele não é Deus de mortos, mas sim de vivos” (vv. 32-33). Vejam bem, se Deus é Deus de vivos, e os aqui citados foram Abraão, Isaac e Jacó, que já haviam morrido, concluímos que eles viviam na condição espiritual. Os que acham que a ressurreição será no final dos tempos, devem ficar desconcertados diante dessa passagem, pois, apesar do final dos tempos ainda não ter chegado, Jesus sugere que esses três personagens já estavam ressurretos e, portanto vivos.

A visão de Pedro sobre a morte e ressurreição de Cristo, também não deixa margem à ressurreição da carne. Segundo ele, o que aconteceu foi que Jesus “... Morto na carne, foi vivificado no espírito, no qual foi também pregar aos espíritos em prisão,” (1Pe 3,18-19).

Assim, diante disso e de tudo o que já colocamos anteriormente como ainda advogar a ressurreição da carne? Ela, a ressurreição da carne, falando à maneira do gosto de muitos teólogos, não possui respaldo bíblico.

Conclusão

Terminamos o estudo sobre esse assunto, esperando contribuir para o esclarecimento dessa questão, mas obviamente, não passa por nossa cabeça a unanimidade em relação ao que expomos, já que muitas pessoas, infelizmente, possuem a mente fechada para qualquer coisa que vá de encontro ao seu pensamento original, mesmo sendo este completamente contraditório. Pior ainda são os adeptos do: creio ainda que absurdo!

Percebemos em algumas pessoas um certo medo de questionar o que a teologia tradicional lhes passou, isso é fruto de um terrorismo religioso, pois quem está com a verdade não teme absolutamente nada. Entretanto, os que são frágeis na convicção e os que sabem que suas idéias não são realmente verdadeiras, farão de tudo para contestar aquilo que possa contrariar seus interesses. Mas devemos lembrar Jesus que dizia: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Encerramos ressaltando que: “... onde se acha o Espírito do Senhor aí existe a liberdade” (2Cor 3,17), do que é fácil concluir que onde não há liberdade o Espírito do Senhor não se encontra.

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Mai/2006.

Referências bibliográficas:

MACHADO, R. C. A Sociedade Secreta de Jesus, São Paulo: IBRASA, 2004.

Revista Grandes Líderes da História, nº. 1: Jesus, São Paulo: Arte Antiga, s/d.

Bíblia Sagrada Edição Pastoral. São Paulo: Paulus, 1990.

Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

Essa é a verdade. O resto é interpretação equivocada do Evangelho de Jesus. Estudem para depois debaterem com mais propriedade.

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