Comunidade da Biblia Catolica

Conhecendo a Palavra de Deus

Christian Géa

Espiritismo X Santíssima Trindade

Espírita: O amado mestre Jesus não pode ser Deus, pois existe apenas um único Deus. Deus criou o céu e a terra e todas as criaturas para evoluirem e Jesus é apenas um ser como nós que está muito mais evoluído em função das inúmeras reencarnações que passou.

Católico: Note que Deus reconhece o Filho como Deus. Em Hebreus 1,4 diz que Jesus é bem maior que os anjos, no versículo 5 Deus fala que a nenhum anjo disse que é filho dele e que o gerou. Se Jesus fosse apenas um espírito elevado como a doutrina espírita diz, então Jesus teria o mesmo tratamento que os demais anjos. No versículo 8 complementa dizendo: o teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. Note que Deus se refere a Jesus como “ó Deus”, dizendo: o SEU trono subsiste para a eternidade. Sabemos que na Bíblia está escrito que Jesus está sentado à direita do Pai de onde há de vir e julgar os vivos e os mortos; neste mesmo versículo (8) Deus diz: o Cetro do teu Reino é Cetro de Justiça. No versículo 9 o próprio Deus novamente chama Jesus de Deus. Portanto este é o mistério da Fé. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Isto está na Bíblia e não foi uma invenção da igreja Católica. Por que chamamos de mistério? Porque isto somente entenderemos com clareza quando estivermos na Glória de Deus.

Espírita: Os espíritos têm ‘escalas de evolução’, não é tão simples como dizer: Deus, Jesus, Anjo, Santo. No espiritismo Deus criou todas as almas simples e ignorantes. Só tem criador e criatura. As almas vão crescendo à medida que vão adquirindo estudo e amor. Isto faz muito mais sentido do que dizer: Acredite nisto e não discuta! (dogma) Nosso amado mestre Jesus Cristo veio a terra para ensinar as pessoas sobre amor e caridade. A santíssima trindade NÃO está na bíblia, isto foi criado depois pelos católicos. Mas espere! Qual é o ‘tratamento diferenciado’ que Jesus teve dos anjos?

Católico: Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou. (Hb 1, 3-4)

E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem (Hb 1, 6)

Se isto não for tratamento diferenciado então não sei o que é: “TÃO SUPERIOR AOS ANJOS” e depois “TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM”. Desculpe, mas Jesus não é simplesmente uma Criatura de Deus como os anjos e espíritos. Sabemos que todos (homens, Anjos e Santos) devem adorar somente a Deus, pois adorar algo ou alguém que não seja Deus é idolatria, então por que Deus ordenou aos Anjos que deveriam adorar Jesus? Se Cristo não fosse Deus Filho adorá-lo seria idolatria. Também existe a passagem onde os 3 Reis Magos vão adorar Jesus. Isto prova a divindade de Jesus Cristo. E Deus não criou todas as criaturas de igual modo, ignorantes, para irem evoluindo. Os anjos já foram criados com status de anjo, veja:
Salmos, 8
5. Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles?
6. Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes.

Note que se fomos criados quase igual aos anjos e os anjos já existiam antes do homem ser criado por Deus.

Espírita: Se você está dizendo que podem existir dois deuses. Não tenho nem o que discutir.

Católico: De uma vez por todas, não são dois deuses. São na realidade três que formam um único Deus. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Vou tentar explicar de uma forma mais didática, ok? Quando você se refere a você mesmo você diz "eu" ou você diz "nós"? Claro que você diz "eu", apesar de você ser constituído de espírito, corpo e alma. Espírto, corpo e alma que formam um único ser, você. Deus precisava vir a Terra, mas mesmo vindo a Terra sempre está em todo lugar, portanto continuaria no Céu. Espírito Santo é o próprio Espírito de Deus, pois todos, inclusive Deus, possuímos espírito. Deus tinha que vir como homem para que se cumprisse a professia e nos livrar do pecado através da morte e ressurreiçao, pois vindo apenas como Deus não poderia morrer. Maria ficou grávida pelo poder do Espírito Santo e nasceu Jesus. Espírito Santo, como já mencionado, é o próprio Espírito de Deus, logo temos Deus Pai, Deus Filho (ele mesmo como homem) e Deus Espírito Santo.

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Respostas a este tópico

Espírita x católico

Não entendemos, pois segundo a Bíblia foi Deus quem ungiu Saul como rei de Israel (1 Sm 8,22; 10,1), ora, isso vem demonstrar que Deus não agiu com sabedoria, pois colocou como rei de Israel alguém que iria transgredir Seus mandamentos, onde a onisciência divina? Falhou?

Se você admite a invocação ou consulta aos espíritos entre os judeus, já estamos a meio caminho andado, muito bem. O que você coloca é que Deus nunca aprovou, certo? Como pode ter absoluta certeza que tal proibição é divina? Por que, como já lhe disse antes, ela não está entre os Dez Mandamentos? Por que Jesus a transgrediu quando conversa com os espíritos Moisés e Elias? Por que mesmo sendo o portador da proibição divina Moisés em espírito parece desconhecer isso? Temos que buscar as causas da proibição para entendermos isso. Moisés necessitando consolidar entre os judeus a idéia de um Deus único, proibiu qualquer coisa que viesse a comprometer essa idéia. Como os judeus não sabiam separar Deus de espíritos (“vejo um deus...”), resolveu por bem proibir tais coisas. Entretanto, Jesus ao conversar com os mortos no monte Tabor, revoga essa proibição de Moisés. Ele mesmo não disse que “tudo o que eu fiz vós podeis fazer é até mais”? Estamos, fazendo exatamente o que Ele, Jesus, fez, daí qual é o nosso crime?

Por outro lado, outra razão Moisés tinha em proibir tais práticas, já que se consultava aos mortos por qualquer motivo, veja, por exemplo, Saul consultando os mortos para saber do futuro, pois queria saber o que lhe aconteceria na guerra contra os filisteus. Não podemos tirar a razão dele, pois para coisas frívolas dessas, deve mesmo ser proibido se comunicar com os mortos, mas isso não é prática Espírita.

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Desculpe-nos, mas eta cronista mentiroso, seria um espírito enganador? Mudou completamente a história, como você poderá comprovar. Vamos aos fatos.

Quando os judeus estavam a caminho da terra prometida encontravam os amalecitas que lhe fizeram guerra. Por causa disso Deus disse que: “... eu vou apagar a memória de Amalec debaixo do céu” (Ex 17, 14). Deus prometendo vingança??? Pode uma coisa dessas? O executor dessa vingança foi escolhido como sendo Saul, cuja ordem recebida de Deus foi: “Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ao subir ele do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói totalmente com tudo o que tiver; não o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos” (1Sm 15,2-3).

Poderá uma ordem absurda dessa ter vindo de Deus? Nas guerras atuais, quando os exércitos, mesmo por engano, matam a civis, dá uma confusão dos diabos, estaríamos com sentimentos mais elevados que Deus? Só que Saul não matou a todos, pois foi “bonzinho” já que poupou a vida do rei Agag e o gado gordo e os cordeiros, isso foi o suficiente para atiçar a ira divina, que disse; “Estou arrependido de ter feito Saul rei, porque ele se afastou de mim e não executou as minhas ordens” (15,11), a sentença: “Javé arranca hoje de você o seu reinado sobre Israel e o entrega a outro mais digno do que você”. (1Sm 15, 28). Foi isso que Samuel falou a Saul quando vivo.

Mas vamos mais um pouquinho a frente: “O esplendor de Israel não mente, nem se arrepende, porque não é homem para se arrepender” (1Sm 15,29). Como não se arrepende se acabou de dizer que se arrependeu de ter feito rei a Saul? Veja quanta incoerência encontramos na Bíblia, e ainda quer que a sigamos cegamente?

Os filisteus foram o instrumento da vingança divina (acredite quem quiser) contra o desobediente Saul. Derrotado, ele, Saul, para não cair nas mãos dos inimigos, se atira à sua própria espada.

Poderíamos comparar isso com o relato do cronista enganador:

- disse que Deus matou a Saul, quando a verdade foi que Saul quem se matou, suicidou-se, embora poderia ter sido morto posteriormente, mas fatos são fatos.

- disse que a causa da morte de Saul, foi também por ter buscado a necromante, outra mentira, pois não havia nenhuma promessa divina de tirar a vida de Saul por causa disso, apenas a vingança divina seria quanto ao seu reinado, por não ter cumprido a Suas ordens plenamente.

Não vemos nenhuma desaprovação, o que vemos é mais uma história mal contada, cuja veracidade cabe-nos questionar, principalmente por acreditarmos que Deus seja um pai, não um carrasco.

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Admitimos, não temos a mínima paciência com fanáticos, pois seguem cegamente a liderança religiosa, não pensam pela sua própria cabeça e ainda por cima querem que sejamos iguais a eles. Somos espíritos diferentes, em diversos graus evolutivos, não há como pensarmos do mesmo modo, isso é contra as leis da natureza. E como queremos ter o direito de agirmos o que quisermos e não passamos a ninguém procuração para escolher a nossa religião, fazemos o que achamos melhor para nós. Se execramos os fanáticos como diz, talvez seja por não suportamos interferência em nossa opção religiosa e mais ainda por saber que todos que falam do Espiritismo não o conhecem, e mesmo assim, sem a menor cerimônia, falam dele. Fora os que por falta de argumentos tentam denegrir as pessoas. Fossem mais éticos e educados nós os trataríamos de diferente maneira.

Não sabemos onde alteramos o sentido do texto, pois admitimos a comunicação com os mortos, até mesmo porque se ela esta sendo proibida é porque existe, não é mesmo? Mas a quem está dirigida essa recomendação aos espíritas? Não! Porque não existíamos naquele tempo. Recomendação válida para os judeus não para nós, já que nos consideramos cristãos. Pense nisso! E conforme já abordamos anteriormente poderia nos provar que cumpre todas as determinações bíblicas? Supomos que deve aceitá-la com a palavra de Deus, principalmente pelos argumentos que nos traz.

Não deveria se esquecer que, também, os profetas eram médiuns. Leia 1Sm 9,9 e depois nos diga se os que chamavam de videntes não eram senão médiuns, inclusive deve saber que dizemos dos que possuem a faculdade de ver os espíritos de médiuns videntes.

Mas se estivesse estudado teria visto que a primeira comunicação de espíritos que se dá como origem do Espiritismo teria percebido que os fenômenos ocorridos com as irmãs Fox, em Hydesville, estado de Nova York, nos Estados Unidos, foram espontâneos não se evocou ninguém, foi o espírito que se comunicou porque quis, e, para nós é evidente, que se houve a comunicação foi porque Deus permitiu, já que nada ocorre sem sua permissão. E para dizer a verdade ninguém sabia quem produzia as pancadas, foram elas, vamos assim dizer, que se identificaram com sendo um espirito chamado Charles B. Rosma, um mascate que foi morto naquela casa, por antigos moradores. Fato confirmado 56 anos depois, quando caiu uma parede do porão e encontraram o esqueleto e a sua mala de mascate. Detalhe importantíssimo a família Fox era metodista.

Outro fato significativo que prova que a comunicação com os mortos está acontecendo por vontade deles, não porque o estamos evocando ocorreu em meados de 1959. Transcrevemos:

A primeira gravação de vozes do além, deve-se russo Friedrich Juergenson. O fato se deu quando em sua residência de campo em Molnbo – perto de Estocolmo, Suécia –- no dia 14 de junho de 1959, estava gravando o cantar dos pássaros se deu a primeira comunicação. Vejamos:

“Uma vez instalado na velha casa de campo, ele preparou seu gravador, colocando-lhe uma fita magnética nova. O microfone foi posto próximo a uma janela aberta situada junto ao telhado. Um tentilhão de fala logo pousou em um galho de árvore, bem próximo da janela, e pôs-se a gorjear. Juergenson ligou o aparelho e rodou a fita durante cerca de cinco minutos, findos os quais ele suspendeu a gravação, retornou a fita e procurou ouvir o que fora gravado. Com surpresa, verificou que o som captado pelo gravador parecia-se com o ruído de uma chuva forte, no meio do qual distinguia-se fracamente o trinado do tentilhão. Juergenson julgou que seu aparelho houvesse sofrido alguma avaria durante a viagem. Retornou novamente a fita e resolveu ouvi-la até o final da gravação. O ruído inicial lá estava, mas, de repente, surgiu um solo de clarim (trompete) executando uma estranha música! Surpreso, passou a ouvir em seguida uma série de sons variados, entre os quais Juergenson reconheceu o canto de um alcaravão, uma espécie de ave noturna. Intrigado, Juergenson prosseguiu na escuta e pode ouvir, a seguir, uma voz humana que falava em norueguês! Embora fraca, a voz era inteligível, confirmando-lhe ‘... cantos de pássaros noturnos’. Findo esse último ruído, surgiu límpido o canto do tentilhão e dos milharoses que estavam mais distantes; a gravação voltara ao normal”.

(...) “De começo, eram barulhos, sinais acústicos, trechos de frases. Uns eram claros. Outros sussurrados mas, ainda mais estranho, as frases nunca ultrapassavam nove sílabas e era ditas utilizando várias línguas em cada fase”.

Assim, como pode bem perceber são os espíritos que procuram entrar em contato conosco, daí não vemos nenhuma razão para evitar, principalmente nos baseando em uma orientação mosaica dada especificamente a um povo para que não praticassem o que os cananeus faziam. Não somos judeus, repetimos, e não fazemos nada do que os cananeus faziam.

Vejamos agora a questão da “consulta ao mortos”. Severino Celestino da Silva, em “Analisando as Traduções Bíblicas, nos informa:



(aqui temos o texto em hebraico) = Vedorêsh el-hametim (significa e quem exija a presença dos “mortos”):

A maioria traduz dorêsh él-hametim como consulta aos “mortos”, no entanto, acima já existe o verbo consultar (shoêl) utilizado antes da palavra “necromante e adivinho”. Porém, antes da palavra “mortos” observe que o verbo muda para (lidrôsh) e o primeiro significado do verbo lidrôsh, em hebraico, é EXIGIR, daí, a tradução correta do texto ser: exigir a presença dos mortos. Se este verbo tivesse o mesmo significado de consultar, não teria razão de, no versículo, o autor sagrado trocar o verbo “shoêl por dorêsh” antes da palavra “hametim”, (“mortos”)

Existe ainda o agravante: era costume dos adivinhos se deitarem de bruços sobre os túmulos para tentarem estabelecer um diálogo com os mortos. Acreditavam com isto ser possível o diálogo.

Maimônides, acrescenta ainda que eles jejuavam e depois passavam a noite em um cemitério, a fim de que um morto lhe aparecesse em sonho e o comunicasse sobre assuntos que ele desejasse perguntar. Outros vestiam mantos especiais, pronunciavam certas palavras, ofereciam um incenso especial e dormiam sozinhos no cemitério, afim de que uma pessoa morta lhes aparecesse em sonho e conversasse com eles.

A proibição de Moisés se dirigia exatamente a este método ou a esta prática para se conseguir o intercâmbio. Moisés não diz em nenhum momento se acreditava na eficácia destas práticas. No entanto, proibia o seu uso, o que já é suficiente para entendermos que ele acreditava no retorno dos mortos, do contrário não as teria proibido. O rei Saul, em casa da pitonisa de Endor (I Samuel 28:7-19), comprova esta crença que justifica plenamente a proibição. (grifos do original).



Por outro lado, ainda poderemos acrescentar que ninguém é médium por que quer, já que a mediunidade é mais uma faculdade humana que todos possuem, variando apenas quanto ao seu grau. Se as pessoas já nascem médiuns, ou seja, intermediária entre os espíritos e os homens, nascem por vontade de Deus. Assim, não há lógica alguma em Deus criar pessoas com a possibilidade se comunicar com os mortos para depois as proibir, melhor que não tivesse isso entre suas leis. Seria a mesma coisa que uma pessoa colocar numa mesa um chocolate para que todas as crianças vissem e dissessem a elas: não comam desse chocolate. Pura tortura! Pura demência! Que de forma alguma poderemos, em sã razão, atribuir coisa semelhante à divindade.

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Se os profetas condenaram tal prática a nós não faz a menor diferença, pois não seguimos os profetas, nem mesmo a Moisés, seguimos incondicionalmente a Jesus. Ele fez qualquer tipo de proibição nesse sentido? Poderia nos apontar? E voltamos a dizer, se você não segue totalmente tudo quanto tem na Bíblia, por que motivo vem nos exigir que a sigamos? Ainda mais nós que não seguimos a Moisés (lei mosaica), mas somente a Jesus? Incoerência, não? E os profetas apenas repetiram a proibição de Moisés, já que acreditavam que isso era uma determinação divina, daí esse fato não firmar mais valor à proibição.

O fato de João Batista não saber quem foi numa encarnação anterior não é fundamento para dizer que ele não acreditava na reencarnação, aqui, mais uma vez, você extrapolou na interpretação. Se você acreditasse na reencarnação, com certeza, não diria isso, o que significa dizer que apenas afirma isso porque não acredita. Ora o fato de acreditarmos ou não numa coisa não faz dela uma verdade, nem mesmo poderá mudar alguma lei estabelecida por Deus, Galileu Galilei, quem o diga.

Se você tivesse estudado o Espiritismo teria percebido que também é da lei divina o esquecimento do passado, coisa necessária para que possamos reencontrar os nossos desafetos e nas relações sociais da atual encarnação estabelecer com eles vínculos de amor, desfazendo, desta forma, os provenientes de ódios de outras vidas.

Entretanto, entre a afirmativa de Elias e a de Jesus, com qual delas você ficaria? Então veja o que disse Jesus: “Elias já veio, e eles não o reconheceram” (Mt 17,12), “...e se quiseres acreditar João é Elias que devia vir. Quem tem ouvidos, ouça” (Mt 11,14-15).

O pesquisador norte-americano Ian Stevenson, entre outros, levantou mais de 2.600 casos de crianças que lembraram espontaneamente de outras encarnações. Na TVP inúmeros outros pesquisadores vêm confirmando a reencarnação. E o importante de tudo isso é que quase todos eles não são espíritas. A ciência oficial mais cedo do que muitos desejariam vai aceitar a reencarnação como lei natural. Quem viver verá.

O fato de João Batista não saber quem foi numa encarnação anterior não é fundamento para dizer que ele não acreditava na reencarnação, aqui, mais uma vez, você extrapolou na interpretação. Se você acreditasse na reencarnação, com certeza, não diria isso, o que significa dizer que apenas afirma isso porque não acredita. Ora o fato de acreditarmos ou não numa coisa não faz dela uma verdade, nem mesmo poderá mudar alguma lei estabelecida por Deus, Galileu Galilei, quem o diga.

Se você tivesse estudado o Espiritismo teria percebido que também é da lei divina o esquecimento do passado, coisa necessária para que possamos reencontrar os nossos desafetos e nas relações sociais da atual encarnação estabelecer com eles vínculos de amor, desfazendo, desta forma, os provenientes de ódios de outras vidas.

Entretanto, entre a afirmativa de Elias e a de Jesus, com qual delas você ficaria? Então veja o que disse Jesus: “Elias já veio, e eles não o reconheceram” (Mt 17,12), “...e se quiseres acreditar João é Elias que devia vir. Quem tem ouvidos, ouça” (Mt 11,14-15).

O pesquisador norte-americano Ian Stevenson, entre outros, levantou mais de 2.600 casos de crianças que lembraram espontaneamente de outras encarnações. Na TVP inúmeros outros pesquisadores vêm confirmando a reencarnação. E o importante de tudo isso é que quase todos eles não são espíritas. A ciência oficial mais cedo do que muitos desejariam vai aceitar a reencarnação como lei natural. Quem viver verá.

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Esse seu desfecho final, realmente é digno de parabéns, pois são muito poucos os que reconhecem o que você coloca, acham que Deus é exclusivo deles, como se fosse uma propriedade, não admitindo que outros O possam reverenciar de maneira diferente da sua. O fato de não concordamos com os pensamentos das outras pessoas, não pode ser motivo para fazer delas nossas inimigas, isso foge ao senso comum. Mesmo não concordando com o que os outros pensam devermos respeitar esse direito, até mesmo porque, queremos, por nossa vez, ser respeitados.

Que Deus possa nos iluminar a todos nós que, por caminhos diferentes, queremos segui-lo, norteando-nos pelos ensinamentos do Mestre Jesus.



Abraços



Paulo Neto

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"Assim, eles pensam zombar da Fé, enquanto que - pobres infelizes - zombam deles mesmos e do destino terrível que os aguarda, pois que de Deus não se zomba."

Menos ilustríssimo senhor, menos. Respeito todas as religiões, apenas não aceito dogmas ultrapassados com slogans ou refrões seculares criados para os homens rudes (em sua maioria analfabeta) daquela época continue vigendo nos dias de hoje. Quantas vezes o nosso Mestre querido carregou nas tintas para mostrar com exemplos rudes para homens rudes o caminho a seguir?
Então, por que continuo postando neste iluminado Portal? É uma resposta fácil de dar. O Espiritismo difere muito pouco da religião católica ou protestante. Temos algumas diferenças na interpretação da Bíblia. Acreditamos em Deus e em Jesus filho de Deus e também nosso irmão. O que não aceitamos é o fato de pessoas que não conhecem o Espiritismo tentarem denegri-lo. O espiritismo é amor é luz e, infelizmente, não alcançável para muitos devido às barreiras preconceituosa que encontra. Mas de vagar, sem proselitismo, a gente está chegando lá derrubando esses preconceitos e alguns dogmas que ainda insistem em deturpar o Evangelho redivivo de Jesus. Zombar de Deus? Quem fala de amor ao próximo e procura seguir o Evangelho de Jesus em sua plena essência, só porque tem outra leitura não significa que esteja zombando de
Deus!!!

Aqui vai (abaixo) um artigo do também ilustríssimo José Reis Chaves (que já foi católico) que expressa de maneira mais clara o que eu pretendo dizer com meu português simples e humilde. Ao nosso querido autor do artigo que iniciou os debates e outros, o meu carinho e admiração por raras inteligências embora não concorde com os artigos em sua totalidade.

"OS ACOMODADOS E OCIOSOS E OS INCOMODADOS E LABORIOSOS
Há pessoas de todos os tipos neste nosso mundo de Deus, principalmente em se tratando de religião.

Para tirarmos bom proveito de nossa reencarnação não é fácil. Só se galgam, com muito esforço, os mais altos degraus da escada que leva à glória. Veja-se, por exemplo, com que empenho os atletas olímpicos dedicam-se na busca da conquista das medalhas. E Jesus ensinou que o seu Pai trabalha até agora e que Ele também tinha de trabalhar. E será que nós que temos de evoluir tanto é que vamos ficar na moleza?

A essência do verdadeiro cristianismo está presente em todas as religiões. Mas os homens desvirtuaram-no, criando doutrinas estranhas a ele, o que nos lembra a frase do Nazareno: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada” (são Mateus 15,13). E o pior é que essas plantas daninhas foram plantadas também até na própria Bíblia. Elas têm, pois, que ser arrancadas, para que a mensagem de Jesus não continue sendo atropelada, como vem sendo desde o 4º século.

Os acomodados e preguiçosos fundamentalistas ficam furiosos com quem tenta mostrar-lhes os erros do cristianismo e da Bíblia. E acho até graça, quando alguns dirigentes religiosos, cristãos só de rótulo, afirmam com a boca cheia que os espíritas são hereges e que, por isso não são cristãos, quando o espiritismo é o cristianismo redivivo, pois procura adorar a Deus em Espírito e Verdade (sem rituais) e por em prática, de fato, os ensinos do Evangelho do Nazareno. Respeitando-lhes seu ponto de vista, digo a esses indivíduos rotulados de cristãos, que ai do cristianismo, se não houvesse os hereges! A própria Igreja, atualmente, passou a incluir no seu quadro dos padres (pais) da Igreja primitiva os hereges, tais como Ário, Orígenes, Clemente de Alexandria, o bispo Donato, Basilides etc.

Por causa de certas doutrinas polêmicas, que, justamente por serem polêmicas, viraram dogmas, a Igreja sempre esteve em crise.E o que estou a dizer vale tanto para os nossos irmãos católicos como evangélicos, pois os protestantes herdaram quase todos os dogmas antigos da Igreja. Grande parte de católicos e protestantes compõe-se de religiosos de pouca fé ou pra inglês ver, quando eles não têm migrado para o ateísmo. Muitos se confessam católicos e evangélicos por conveniência e não por consciência. São cristãos de fachada acomodados e preguiçosos na vivência dos postulados evangélicos.

E para esses cristãos de carteirinha, que não saem das igrejas ou templos, se um cristão verdadeiro, incomodado, zeloso e laborioso com relação à prática e vivência do Evangelho do Mestre dos mestres, apontar erros no modo de ser cristão deles, eles, sem argumentos, se irritam e se tornam agressivos. É que eles gostam da sua vidinha mansa, sem esforço para serem cristãos autênticos, e dizem frequentemente que o sangue de Jesus já resolveu tudo pra eles, esquecendo-se eles de que ninguém deixará de pagar tudo até o último centavo, de que as obras de caridade são o mais importante, e de que a cada um será dado segundo suas obras! "

Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site www.otempo.com.br Clicar colunas. Ela está liberada para a publicação. Nas publicações, fico grato pela citação de meus livros: “A Face Oculta das Religiões” e “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, Ed. EBM, SP, e meu e-mail: jreischaves@gmail.com Meus livros podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.

Outros colunistas de O TEMPO: Miriam Leitão, Vittorio Medioli, Arnaldo Jabor, Dora Kramer, Laura Medioli, João Batista Libânio (teólogo Jesuíta), Elio Gaspari, Xico Sá, Luiz Carlos Bernardes, Torquato (USP), Luiz Aureliano, Gilda de Castro, Manoel Lobato, Murilo Badaró (Presidente da Academia Mineira de Letras), Robson Damasceno Reis, Teodomiro Braga, Ana Elizabeth Diniz, Trigueirinho, Leonardo Boff, José Dirceu (ex-ministro do Lula) e outros.

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Caro Fabiano
Às vezes penso que é enxugar água no gelo este debate. E, fico pensando se compensa insistir com pessoas que não querem estudar para poderem criticar com propriedade ou com conhecimento de causa. O que vejo aqui são pessoas que usam de sofismas manipulando dados pinçados daqui e dali tentando confundir sem explicar a fundo o que vem após uma vírgula ou aspas. Se as pessoas não desarmarem seus espíritos esse "enfrentamento" vai durar séculos e as lições do Evangelho não serão discutidas em debate civilizado como Cristo nos ensinou. Costumo dizer que a verdade está na superfície, não é necessário mergulhar fundo para pegá-la. Muitos casos têm aparecido na mídia que dão conta da veracidade espírita com dados incontestáveis. Mesmo assim não se convencem. Tenho certeza que os Espíritas não querem competir para ver quem arrebanha mais fiéis para o seu lado. Não fazemos questão alguma de quantidade e sim de qualidade. Nosso trabalho é completamente grátis e não vivemos de salários fruto de arrecadações entre nossos irmãos seguidores. Então, estamos errando em que? Já pararam para ler uma prece Espírita? Aquela que nos sai do fundo do coração? Eu posso citar algumas frases que tenho guardada no arquivo de computador para essas ocasiões que expressam melhor o que quero dizer:

A maior ignorância é a que não sabe e crê saber,
pois dá origem a todos os erros que cometemos com nossa inteligência.
SÓCRATES.

Ajuizado serás não supondo que sabes o que desconheces.
SÓCRATES

Tão surpreendente quanto a naturalidade das pessoas em emitirem juízo sobre algo que pouco sabem,
é seu desinteresse em melhor informarem-se.
LOEFFLER.

Se não se convencem pelos fatos, menos o fariam pelo raciocínio.
KARDEC.

"Há indivíduos para os quais os raciocínios de nada adiantam. Visto que eles não raciocinam. Não raciocinam nem lêem. Não lerão estas coisas, mas as julgarão; julgá-las-ão sem mais nem menos do alto de sua importância, por meio de um argumento invencível: "Não creio porque não creio!" É simples, fácil e peremptório. - "Não admito tais coisas!" Perdeis o tempo em me contar vossas histórias!"
Os críticos dessa escola são tão velhos quanto o mundo. Sempre os houve e sempre os haverá."
Conde de Gasparin.
"Des Tables Tournantes, du Surnaturel en Général et des Espírits".

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Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Levítico 19, 31

Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo. Levítico 20, 6

9. Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquele terra.
10. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,
11. à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos,
12. porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.
13. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.
14. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite.
15. O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir.
Deuteronômio 18, 9-15

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27. Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo,
28. assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam.
Hebreus 9, 27-28

Portanto essa seita prega reencarnação, evocação dos mortos e negam mais de 40 verdades da fé cristã, então não tem com um católico ser seguidor ou simples admirador desse seita diabólica, onde qualquer espírito evocado do mundo dos mortos não é outro senão o próprio satanás e seus capangas....
Já são derrotados e sabem disso!!!!!


Aceitem Jesus Cristo como Senhor e Salvador da vida de vocês e deixem que essas escamas caiam dos seus olhos...

Shalom,

E que o Divino Espírito Santo ilumine suas mentes fechadas à verdade!!!

Erlan de Oliveira

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Erlan, belas palavras. A nós cabe apenas rezar para que possam compreender a verdade, se os atacarmos (os espíritas) apenas fará com que acreditem ainda mais na doutrina espírita. Assim como o ladrão na cruz foi salvo no último minuto de vida, eles também podem ser, basta que acreditem em vida, porque depois não tem mais chance. Certa vez um colega espírita disse que, ao conhecer a doutrina, até chorou de emoção porque tem toda uma lógica que explica tudo. Bom, é claro que tem lógica, o demônio tinha que bolar algo que conseguisse enganar as pessoas. Se ele dissesse que deveriam acreditar na reencarnação e que todos ficariam para sempre com ele no inferno, ninguém o seguiria. Se analisarmos parece mesmo uma bela doutrina onde um dia todos serão salvos. Isto faz com que as pessoas que temem o fogo eterno agarrarem firme esta idéia. Agora analise: vamos supor que os espíritas estejam corretos e que reencarnação de fato exista, para nós não haverá problema algum, apenas encarnaremos mais algumas vezes e pronto, mas se nós estivermos corretos (e estamos), quem não acreditou na divindade de Jesus, na Ressurreição e que Ele é a nossa única forma de salvação, amargará o fogo eterno. Certa vez um espírita disse que eternidade é muito tempo para alguém ficar no inferno pagando por seus pecados, mas quem é que disse que o sujeito vai para o inferno para pagar pecados?? O inferno nada mais é do que um lugar onde não existe Deus. Quem aceitou Jesus viverá ao lado dEle, quem não, ficará em um lugar onde Ele não está. E neste lugar, como não há a presença de Deus, logo tem tudo de ruim que se possa imaginar. E o termo eterno vale apenas para nós que estamos neste plano terreno, pois ao desencarnar perderemos completamente a noção de tempo e espaço, ou seja, cem anos ou um minuto serão a mesma coisa, logo o termo eternidade não fará sentido algum. Na Bíblia diz que os que não acreditaram passarão a eternidade no inferno, onde haverá dor e ranger de dentes, mas é usado o termo "eternidade" apenas para que nos deixe claro que de lá não sairá, mesmo porque estar lá foi uma escolha da própria pessoa. Paz de Cristo.

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Meu Deus! Confesso nunca vi em toda minha vida manipulação igual a essa. O autor do artigo que nos convencer que há 400 anos antes do nascimento de Cristo já se falava de Espiritismo quando este foi anunciado apenas por volta de 1840 com Kardec.!!!???

A Velha história da Igreja. Recorre ao terror usando da palavra Satanás para através do medo tentar convencer seus seguidores ou não seguidores. Esses sofismas vem acompanhando a Igreja desde que o Espiritismo tomou força no mundo. Não para disputar a conquista de fiéis mas, para trazer o que Jesus prometera "Vos enviarei um Consolador". Para contestar parte desse artigo trago aos estimados leitores _que façam de suas convicções julgamento- o artigo abaixo: A Prática da Invocação dos Mortos (parte) do eminente professor e estudioso do Espiritismo Sr Paulo da Silva Neto Sobrinho que faz ruir por terra argumentos que não se sustentam em pé diante do mais leve sopro da verdade. O endereço está aqui: http://www.espiritismogi.com.br/

Fiquem com Deus.


"Esse autor não estudou Kardec, pois se o tivesse feito teria visto a grande diferença entre o texto que apresenta do Dt 18 com aquele citado pelo codificador, leiamos:

“Quando houverdes entrado na terra que o Senhor vosso Deus vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais povos; - e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos: que consulte os que têm o Espírito de Píton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido. (Deuteronômio, cap. XVIII, vv. 9, 10, 11 e 12.)”. (KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Brasília, FEB, 1995, p. 156)

Observar que está dito, sem margem a ambiguidade, qual era a situação da consulta aos mortos, leiamos: “se propõem a adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade”. Ora, isso é coisa tão ridícula se aplicada ao Espiritismo, que esperamos que os que assim pensam possam trazer-nos as suas provas para comprovar isso.

O escritor Severino Celestino da Silva, autor do livro Analisando as Traduções Bíblicas, estuda essa questão no Capítulo intitulado: Deuteronômio 18 – Proibição, de onde transcrevemos os seguintes trechos:

“E acompanhe agora, a análise do Deuteronômio 18, o mais citado dos textos contra o Espiritismo”:


Texto Hebraico Transliterado

“ki atá bá él-haaréts asher Iahvéh Eloheichá noten lach lô tilmad la’assôt kto’avôt hagoim hahém. Lô-imatzê bechá ma’avir benô-uvitô baêsh kôssen ksamim me’onem umnachêsh umchashêf: vchover chaver vshoêl ôv veid’oni vedorêsh el-hametim”.

Tradução Literal:

ki = quando; atá = tu; bá = fores, chegares ou entrares; él-haárets = na terra; asher = a qual; Iahvéh = nome próprio dado a Deus; Eloheichá = teu Deus; noten lach = te dá; lô tilmad = não aprendas; la’assôt = fazer; kto’avôt = sujeiras, manchas, abominações; hagoim hahém = daquelas nações estrangeiras; lô-imatzê bechá = não se achará em ti; ma’vir benôuvitô = quem faça passar seu filho ou sua filha; baêsh = pelo fogo; kossen = nem encantador; ksamim = nem feiticeiros; me’onem = nem agoureiro; umnachêsh = nem cartomante; umchashêf = e nem mágico, bruxo ou feiticeiro; vchovêr = nem mago; vechavêr = e semelhante; vshoêl ôv = nem quem consulte o necromante, o mágico ou feiticeiro; veid’oni = e o mágico e o adivinho; vedorêsh = e quem exija a presença; el-hametim = dos mortos.

Agora segue o texto traduzido e desprovido de qualquer intenção pessoal ou preconceituosa. Compare-o e veja que está de acordo com o original.

“Quando entrares na terra que Iahvéh, teu Deus, te dá, não aprendas a fazer as abominações daquelas nações. Não se achará entre ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem adivinhador, nem feiticeiros, nem agoureiro, nem cartomante, nem bruxo, nem mago e semelhante, nem quem consulte o necromante e o adivinho, nem quem exija a presença dos mortos”.

Agora observe a tradução da 35ª edição da Bíblia, realizada pelo centro Bíblico Católico Editora Ave Maria: “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a evocação dos mortos”. (tradução incorreta).

Está de acordo, caro leitor, com os textos hebraicos traduzidos acima?

Observe ainda o que coloca a Bíblia “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” dos nossos irmãos Testemunhas de Jeová:

“Quando tiveres entrado na terra que Jeová, teu Deus, te dá, não deves aprender a fazer as coisas detestáveis dessas nações. Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium Espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos”. (tradução incorreta). (SILVA, S. C., Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa, PB: Idéia, 2001, pp. 83-87).

É lamentável como a palavra de Deus é alterada, ou melhor, adulterada mesmo, para justificar dogmas pessoais, quando o motivo não é pior ainda, qual seja o de combater especificamente a uma filosofia religiosa.

Só que acontece uma coisa muito interessante: é que não há na Bíblia qualquer lugar em que se possa encontrar a proibição dos mortos evocarem aos vivos. É esse o grande detalhe que fanático nenhum havia pensado, mas é importantíssimo para elucidar de vez essa questão.

As ocorrências que deram origem ao Espiritismo são as que aconteceram no vilarejo de Hydesville, estado de New York, EUA, quando a família Fox passou a registrar várias pancadas, no assoalho e nas paredes, sem que pudesse encontrar a causa delas. Na noite de 31 de março de 1848, as filhas do casal Fox, Kate e Margareth, resolveram desafiar o que ou quem causava tais pancadas. Foi o responsável por elas quem se disse ser um espírito, dando inclusive o seu nome, Charles B. Rosma, que segundo ele, havia sido assassinado naquela casa. Seu esqueleto foi encontrado 56 anos depois. Então perguntamos: quem evocou quem nessa história? Sim, foi o próprio espírito, até mesmo porque isso não teria sido feito por alguém daquela família de metodistas, religião que proíbe tal coisa. A questão seguinte é: ele, o espírito, veio contrariando a vontade de Deus ou foi Deus que o permitiu? Ficamos com a segunda hipótese, pois “até os fios de cabelo de sua cabeça estão contados” (Mt 10,30), ou seja, não há nada, absolutamente nada que aconteça sem que Deus o tenha permitido.

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.

A palavra política aqui empregada tem o significado de “habilidade no relacionar-se com os outros tendo em vista a obtenção de resultados desejados” (Houaiss). Exatamente como observa Kardec em relação a Moisés, que tinha objetivos determinados, e por isso fez o que fez.

Mas devemos, por dever de consciência, colocar as considerações de Kardec citadas pelo crítico, de forma completa, pois os detratores do Espiritismo são mestres em retirar uma frase de um texto, que fora do contexto pode dar uma idéia equivocada do pensamento do autor. Transcrevemos a fala de Kardec, colocando em negrito, destacando o que o crítico apenas pincelou:

3. - Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? É preciso ser conseqüente. Desde que se reconhece que a lei moisaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.

Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que 'o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: "O Espírito do Egito se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos." (Cap. XIX, v. 3.)

Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas.

Moisés devia pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. Para justificar essa aversão, preciso era que apresentasse tais práticas como reprovadas pelo próprio Deus, e dai estas palavras: - "O Senhor abomina todas essas coisas e destruirá, à vossa chegada, as nações que cometem tais crimes."

4. - A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio, e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares.

As seguintes palavras do profeta justificam o asserto: - "Quando vos disserem: Consultai os mágicos e adivinhos que balbuciam encantamentos, respondei: -Não consulta cada povo ao seu Deus? E aos mortos se fala do que compete aos vivos?" (Isaías, cap. VIII, v. 19.) "Sou eu quem aponta a falsidade dos prodígios mágicos; quem enlouquece os que se propõem adivinhar, quem transtorna o espírito dos sábios e confunde a sua ciência vã." (Cap. XLIV, v. 25.)

"Que esses adivinhos, que estudam o céu, contemplam os astros e contam os meses para fazer predições, dizendo revelar-vos o futuro, venham agora salvar-vos. - Eles tornaram-se como a palha, e o fogo os devorou; não poderão livrar suas almas do fogo ardente; não restarão das chamas que despedirem, nem carvões que possam aquecer, nem fogo ao qual se possam sentar. - Eis ao que ficarão reduzidas todas essas coisas das quais vos tendes ocupado com tanto afinco: os traficantes que convosco traficam desde a infância foram-se, cada qual para seu lado, sem que um só deles se encontre que vos tire os vossos males." (Cap. XLVII, vv. 13, 14 e 15.)

Neste capítulo Isaías dirige-se aos babilônios sob a figura alegórica "da virgem filha de Babilônia, filha de caldeus". (v. 1.) Diz ele que os adivinhos não impedirão a ruína da monarquia. No seguinte capítulo dirige-se diretamente aos israelitas.

"Vinde aqui vós outros, filhos de uma agoureira, raça dum homem adúltero e de uma mulher prostituída. - De quem vos rides vós? Contra quem abristes a boca e mostrastes ferinas línguas? Não sois vós filhos perversos de bastarda raça - vós que procurais conforto em vossos deuses debaixo de todas as frontes, sacrificando-lhes os tenros filhinhos nas torrentes, sob os rochedos sobranceiros? Depositastes a vossa confiança nas pedras da torrente, espalhastes e bebestes licores em sua honra, oferecestes sacrifícios. Depois disso como não se acender a minha indignação?" (Cap. LVII, vv. 3, 4, 5 e 6.)

Estas palavras são inequívocas e provam claramente que nesse tempo as evocações tinham por fim a adivinhação, ao mesmo tempo que constituíam comércio, associadas às práticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos. Moisés tinha razão, portanto, proibindo tais coisas e afirmando que Deus as abominava.

Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até à Idade Média, mas hoje a razão predomina, ao mesmo tempo que o Espiritismo veio mostrar o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além-túmulo.

Uma vez, porém, que os espíritas não sacrificam criancinhas nem fazem libações para honrar deuses; uma vez que não interrogam astros, mortos e augures para adivinhar a verdade sabiamente velada aos homens; uma vez que repudiam traficar com a faculdade de comunicar com os Espíritos; uma vez que os não move a curiosidade nem a cupidez, mas um sentimento de piedade, um desejo de instruir-se e melhorar-se, aliviando as almas sofredoras; uma vez que assim é, porque o é - a proibição de Moisés não lhes pode ser extensiva.

Se os que clamam injustamente contra os espíritas se aprofundassem mais no sentido das palavras bíblicas, reconheceriam que nada existe de análogo, nos princípios do Espiritismo, com o que se passava entre os hebreus. A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; mas os seus adversários, no afã de encontrar argumentos com que rebatam as novas idéias, nem se apercebem que tais argumentos são negativos, por serem completamente falsos.

A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista reprimir.

Contudo, se ele pronunciou a pena última contra os delinqüentes, é porque lhe faleciam meios brandos para governar um povo tão indisciplinado. Esta pena, ao demais, era muito prodigalizada na legislação moisaica, pois não havia muito onde escolher nos meios de repressão. Sem prisões nem casas de correção no deserto, Moisés não podia graduar a penalidade como se faz em nossos dias, além de que o seu povo não era de natureza a atemorizar-se com penas puramente disciplinares. Carecem portanto de razão os que se apóiam na severidade do castigo para provar o grau de culpabilidade da evocação dos mortos. Conviria, por consideração à lei de Moisés, manter a pena capital em todos os casos nos quais ele a prescrevia? Por que, então, reviver com tanta insistência este artigo, silenciando ao mesmo tempo o principio do capítulo que proíbe aos sacerdotes a posse de bens terrenos e partilhar de qualquer herança, porque o Senhor é a sua própria herança? (Deuteronômio, cap. XXVIII, vv. 1 e 2.)

5. - Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinal, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e caráter do povo. Uma dessas leis é invariável, ao passo que a outra se modifica com o tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto e tampouco que os capitulares de Carlos Magno se moldem à França do século XIX. Quem pensaria hoje, por exemplo, em reviver este artigo da lei moisaica: "Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma de sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente"? (Êxodo, cap. XXI, vv. 28 e seguintes.)

Este artigo, que nos parece tão absurdo, não tinha, no entanto, outro objetivo que o de punir o boi e inocentar o dono, eqüivalendo simplesmente à confiscação do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava, por ser proibido comer a carne. Outros artigos prescrevem o caso em que o proprietário é responsável.

Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptavam-se às circunstâncias ocasionais Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus. (KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Brasília: FEB, 1995, pp. 156-160).

Ainda está para nascer um fanático que pense que alguém sabe de Bíblia mais que ele, pois orgulho e prepotência não lhes faltam para isso. E para falar a verdade preferimos continuar na ignorância de Bíblia a ter que dizer tolices iguais a essa: “A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação”. Ora, pois, então, na visão desse crítico, Deus proibiu uma coisa que não acontece, agindo de forma tão ilógica, que nem mesmo um homem sensato o faria. Preferindo a lógica, diremos que é pela própria proibição que se justifica que de fato tais coisas acontecem, já que só louco proibiria algo que não acontece.

O nosso crítico, por coerência, não estranharia se na entrada de algum Zoológico encontrar-se uma placa com o seguinte: É PROIBIDO ALIMENTAR OS DINOSSAUROS

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ARNOLDO disse:
O Espiritismo e a Igreja Católica


A DOUTRINA SOBRE A REDENÇÃO

"É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de Sua graça que Ele derramou profusamente sobre nós", explica São Paulo aos Efésios (1,7). Nossa Redenção pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisto consiste propriamente a "boa nova" ou os "Santos Evangelhos". Mas nem esta verdade tão central entra no credo espírita de Allan Kardec. Segundo ele, cada um deve ser seu próprio redentor através do sistema de reencarnações.

Jesus disse aos seus Apóstolos: "Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados" (Jo 20,23). Mas os espíritas não procuram receber o perdão divino que lhes é generosamente oferecido. O espiritismo nega a criação da alma humana, recusa a união substancial entre corpo e alma, afirma que não há anjos e demônios, repudia os privilégios de Maria Santíssima, não admite o pecado original, contesta a graça divina, abandona toda a doutrina sobrenatural, rejeita a unicidade da vida humana terrestre, ignora o Juízo particular depois da morte, não concede a existência do Purgatório, ridiculariza o Inferno, reprova a ressurreição da carne e desdenha o Juízo Final. Em uma palavra: renuncia a tudo que é Cristão.

FALSOS CRISTÃOS

Sendo o Brasil um país tradicionalmente Católico, os espíritas se apresentam como "cristãos" e difundem principalmente o "Evangelho Segundo o Espiritismo". Começaram por dizer que o espiritismo é apenas ciência e filosofia, não cogitando de questões dogmáticas; que eles não combatem crença alguma; que o Católico para ser espírita, não precisa deixar de ser Católico; que todas as religiões são boas, contanto que se faça o bem e se pratique a caridade, etc.; e por isso vão dando nomes de Santos nossos aos centros espíritas. O Conselho Federativo resolveu prescrever a seguinte norma geral:

"As sociedades adesas (à Federação Espírita Brasileira), mediante entendimento com a Federação, quando esta julgar oportuno e as convidar para isso, cuidarão de modificar suas denominações no sentido de suprimir delas o qualitativo de "Santo" e de substituir por outras, tiradas dos princípios e preceitos espíritas, dos lugares onde tenham sua sede, das datas de relevo nos anais do espiritismo e dos nomes dos seus grandes pioneiros". Assim, por exemplo, começa algum centro espírita por chamar-se "Centro São Francisco de Assis", depois, quando a Federação julgar oportuno, suprimirá o qualitativo de "santo", e afinal, quando seus adeptos já estiverem suficientemente distanciados da Santa Igreja, será "Centro Allan Kardec"...

O ESPÍRITA PERANTE A SANTA MADRE IGREJA

Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos: "Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias e não podem ser admitidos à recepção dos Sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé".

Segundo o novo Código de Direito Canônico (de 1983), "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Santo Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com Fé Divina e Católica, ou se duvida pertinazmente a respeito dela" (Cân. 751); e no Cânon 1364, parágrafo 1, a nova legislação eclesiástica determina que o "herege incorre automaticamente em excomunhão", isto é: deve ser excluído da recepção dos Sacramentos (Cân. 1331, parág. 1), não podem ser padrinhos de Batismo (Cân. 874), nem da Confirmação (Cân. 892) e não lhe será lícito receber o Sacramento do Matrimônio sem licença especial do Bispo (Cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo Cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (Cân. 316). (d. Boaventura Kloppenburg (ofm), Bispo Emérito da Diocese de Novo Hamburgo-RS/Brasil).

Comentário

É de se ver com suspeita certos grupos que surgiram depois de século XVI a partir de Lutero e que dizem servir a Jesus Cristo, enquanto que para negar e atacar a Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, recorrem a todo o tipo de má-fé: acusações infâmes, calúnias e injúrias de todo o tipo, tentando denegrir a Instituição Divina. E uma dessas falsidades é passar aos seus prosélitos a idéia de que a Igreja Católica e o espiritismo é a mesma coisa, ou que na Igreja Católica tudo é permitido.

E para que os seus prosélitos nunca tenham acesso às verdades da Verdadeira Fé, instigam os seus adeptos a só aceitarem da Igreja Católica a Bíblia Sagrada, e mesmo assim, incompleta, pois que dos 73 livros, somente 66 são aceitos por eles, e muitas vezes adulterados. Muito conveniente para quem deseja mostrar uma extraordinária faixada, às vezes bela, emotiva e atraente, porém, sem o essencial da nossa Verdadeira Fé de dois mil anos, desde os tempos de Cristo até os dias de hoje. E muitas vezes, inchados de orgulho, para justificar as suas mentiras, recorrem ao fanatismo emocional ou dizem que a Igreja errou muito no passado e deixou de existir, ou então que Nosso Senhor Jesus Cristo não fundou nenhuma Igreja.Essa é uma mentira flagrante que revela a extrema desonestidade, visto que em qualquer uma das afirmações nega a Bíblia e chama Jesus Cristo de mentiroso.

É só olharmos a Bíblia: em Mt 16,18 Jesus diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela". Quem nega esta verdade, e diz estar seguindo a Bíblia, esse sim, é prevaricador e mentiroso, porque é filho do pai da mentira, e por isso têm ódio contra tudo que vem da parte de Deus (Cf Gen. 3,15), e odeia aquela Mulher a quem o próprio Deus concedeu-lhe o poder de esmagar a cabeça da serpente e Satanás. De fato, o ódio entre os filhos da luz e os filhos das trevas; a descendência da Mulher e a descendência de Satanás, a antiga serpente. Que a Santíssima Virgem e Mãe de Deus interceda por esses infelizes que se deixaram prender e escravizar nas armadilhas de Satanás, para que a Misericórdia de Nosso Senhor e Deus chegue até eles, para que se convertam à única Igreja do Senhor Jesus, à qual foi confiado todo o Patrimônio da Verdadeira Fé (I Tim 3,15; Ef 3,10).

O ESPIRITISMO NÃO CONDUZ A ALMA DE VOLTA PARA DEUS

"... e se então alguém vos disser: eis aqui está o Cristo; ou, ei-lo acolá; não creias! Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão sinais e prodígios para seduzir, se possível for, até os escolhidos. Eis que vos preveni de tudo" (Mc. 13.21-23).

Está na Sagrada Escritura (Bíblia), Palavra de Deus, o Espírito Santo falando aos seus profetas:

• No Livro de Levítico diz: "...Se alguém se dirigir aos espíritas ou advinhos para formicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meu povo" (Levítico 20,6). Obs: Esse Livro (Levítico) foi escrito há aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Cristo: portanto somando-se 400 anos antes do nascimento de Jesus mais 1.999 após o seu nascimento (dias de hoje), dará uma soma de 2.399 anos, ou seja, o Espírito Santo de Deus já nos avisava há 2.399 anos o que iria estar ocorrendo nos dias de hoje; a confusão que o espírito das trevas, o pai da mentira, Satanás iria estar provocando.

À Partir do séc. XIX, na França, com Alan Kardec, surgiu essa grande fraude (mentira) que hoje já confunde e ilude a milhões de pessoas com essa falsa doutrina reencarnacionista. Essa doutrina desmente mais de 40 verdades da Sagrada Escritura (Bíblia); a não ser que você não acredite na Bíblia, e prefira os falsos profetas! Porém isto também foi antecipado por Deus ao Profeta Jeremias, 700 anos antes do nascimento de Jesus, onde diz, no capítulo 17, versículo 5:

• "Eis o que diz o Senhor Deus: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!..." Se você prefere renegar a Palavra de Deus, na Bíblia, e apoiar-se em homens, falsos profetas como Alan Kardec, Buda e etc., não tenha dúvidas que quando comparecer ao Tribunal Divino será cobrado por essa atitude incrédula, teimosa ou quem sabe até orgulhosa; pois avisado você foi!!! Ainda na mesma época, aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor – o Filho do Deus Vivo – temos o Livro do Deuteronômio e, portanto, mais uma vez o Espírito

Santo de Deus avisando aos homens sobre a falsa doutrina que viria, ou seja, o Espiritismo:

• "... Não se ache no meio de ti, quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, a astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abominará aqueles que se dão a essas práticas..." (Deuteronômio 18,10-12).

Portanto, concluindo, que fique bem claro: "o espiritismo é abominável diante de Deus"; e como não existem três caminhos, são apenas dois, ou seja, o que conduz à Deus e o que leva ao inimigo de Deus, esteja pois, bem alerta, porque a ação do espírito das trevas é tirar as pessoas do verdadeiro Evangelho, o único que Jesus deixou; leia à seguir o que São Paulo diz na Epístola aos Gálatas, capítulo 1, versículos 6 à 10:

• "Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do Céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. (maldito) Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebeste, seja ele excomungado!" (Gálatas 1,6-10).

Portanto, note bem, o evangelho segundo Alan Kardec é um anátema (maldito); seja ele e seus seguidores excomungados, alerta São Paulo!

Definitivamente, pois, siga o único e verdadeiro Evangelho que Jesus Cristo deixou e dentro da única Igreja que instituiu e entregou a Pedro, para ser o primeiro Papa; e que está muito claro no Evangelho de São Mateus, capítulo 16, versículo 18... "Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja..." (Mateus 16,18). Todas as outras igrejas foram fundadas por homens, que se julgaram juízes da única Igreja que Jesus deixou, ou seja, dissidentes. Esses fizeram as suas "igrejas" somente à partir do século XV; portanto, por mais de 1400 anos, existiu apenas a Igreja que Jesus Cristo instituiu, o que deveria acontecer até hoje; isso, se todos os homens fossem obedientes! A obediência também está no Evangelho e Jesus deixou bem claro: "Ai daqueles que alterarem um só til das minhas palavras"; e mais "ai daqueles que julgarem antes de mim"! Medite e decida, porque Deus nos deu o livre-arbitro e a inteligência para escolhermos inclusive a quem queremos entregar à nossa alma.

"Divulgue, vamos resgatar almas das trevas e levar para única e verdadeira luz!"

O ESPIRITISMO É CRISTÃO?

Não, não é! Finalmente um espírita autêntico proclama esta verdade em alto e bom tom: No livro "À Margem do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos:

• Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."

O espiritismo nega dezenas de verdades cristãs proclamadas ao longo dos séculos:

• A Bíblia: pela frase acima, vemos que a Bíblia é uma das verdades negadas pelo Espiritismo. Seus doutrinadores se referem a esta em tom jocoso ou de superioridade, cegos por seu próprio orgulho, como outros tantos do passado: Voltaire, filósofo francês, que morreu em 1778, disse que depois de 100 anos de sua morte, o Cristianismo sumiria. A circulação da Bíblia aumentou. E, 50 anos depois, a Sociedade Bíblica de Genebra usou a gráfica e residência de Voltaire para imprimir Bíblias!!

Nem iluministas e maçons como Voltaire, ou Kardecistas hão de conseguir reduzir o papel da Bíblia. Hoje, a Igreja divulga a Bíblia, de modo que cerca de 98% da população do globo pode ter acesso a ela. Mais que isto, é o próprio Jesus que diz: "E eu vos garanto: enquanto não passar o Céu e a Terra, não passará um i ou um pontinho da Lei." (Mt 5,18). Quando citam a Bíblia, os espíritas chegam mesmo a fazer distorções grosseiras. O sr. Américo Domingos Nunes Filho, no livro "Por que sou Espírita" que o diga: citou Mt 18,8-9 e esqueceu a última palavra do versículo: "seres lançado no inferno de fogo eterno"; em Gn 44,5 atribui a José "a taça de fazer adivinhações", quando esta, na verdade, era do faraó do Egito... Quantas mais eu poderia citar aqui? Não precisa. A FEB já se manifestou: "O Reformador", no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia:

• "Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."

• Deus: no espiritismo, o papel de Deus é secundário. Reduz-se a um mero guarda de trânsito para o vai-e-vem dos espíritos, que estão "mergulhados no fluido divino". Para quem nega o panteísmo, Allan Kardec e sua turma escorrega bastante: Espíritos "se acham mergulhados no fluido divino" (A genese, p.56).

O espírita Rangel Veloso, em seu livro "Pseudos Sábios ou Falsos Profetas", ed. 1947, pág. 34, assim se expressa ao declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus: "Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é deus". Ora, este não é o Deus que nós Cristãos conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o que sou" (Ex 3,14).

• A Santíssima Trindade: É constrangedor o silêncio de Allan Kardec a respeito da Santíssima Trindade. Fala de Jesus, embora negando sua natureza divina, e esquece o que Ele disse a respeito do 'Pai e do Filho e do Espírito Santo'. Em alguns trechos, parece confundir o próprio Espírito Santo com Deus-Pai.

• Jesus: "Esse Jesus de Nazaré, sem dinheiro nem armas, conquistou milhões de pessoas num número muito maior que Alexandre, César, Maomé e Napoleão; sem o conhecimento e a pesquisa científica Ele despejou mais luz sobre assuntos materiais e espirituais do que todos os filósofos e cientistas reunidos; sem a eloquência aprendida nos bancos escolares, Ele pronunciou palavras de vida como nunca antes, nem depois, foram ditas e provocou resultados que o orador e o poeta não conseguem alcançar; sem ter escrito uma única linha, Ele pôs em ação mais canetas, e forneceu temas para mais sermões, discursos, livros profundos, obras de arte e música de louvor do que todo o continente de grandes homens da antigüidade e da atualidade" (Philip Schaff, historiador). Esse mesmo Jesus não é visto como Deus no Espiritismo, é apenas mais um "espírito evoluído que continua em evolução".

Cristo é enfático ao se revelar como Deus e assim proceder. Eis um dos motivos de sua crucificação... "Mas todo aquele que me negar diante dos outros, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus." (Mt 10,33).

• A Redenção: "É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça que ele derramou profundamente sobre nós", explicava São Paulo aos Efésios (1,7). Nossa redenção pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisso consiste propriamente a "Boa Nova" ou o "Evangelho". Mas nem esta verdade tão central entra no credo espírita de Allan Kardec. Segundo ele, cada um deve ser seu próprio redentor através do sistema de "reencarnações". Leão Denis o enuncia cruamente quando escreve: "Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade.

O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo." (Cristianismo e espiritismo, p. 88). Daí esta doutrina de Allan Kardec: "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes." (O céu e o inferno, 88).

• O Perdão: dentro desta ótica, não há espaço no Espiritismo para o perdão. Pasmem, o perdão seria uma injustiça, pois quebraria a frieza do "olho por olho, dente por dente" que é a Lei do Karma. A lei do Karma é fatal: é ela que "explica" as injustiças e desigualdades deste mundo. Se bem que ela é também quem ajuda a mantê-la. A Índia, um país reencarcionista, com seus mais de 700 milhões de habitantes, bem demonstra tal fatalidade, com uma sociedade dividida em castas. Não é a toa que a mensagem Cristã das Irmãs da Caridade e dos Jesuítas causou tanto impacto em um ambiente deste, de povo conformado com a lei do "karma", de "se expiar" para a vida posterior. O deus no Espiritismo é um fiscal, observando a "divida contraída que deverá ser paga".

Ora, tudo recebemos da graça de Deus. Não temos como restitui-lo totalmente. É por isto que Ele abre espaço para o perdão, pois quer "que todos se salvem".

• A Confissão: onde não há o devido espaço para o perdão, também não poderia haver para o seu respectivo Sacramento. No entanto: "Jesus disse-lhes de novo: 'A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio'. Após essas palavras, soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados não serão perdoados'." (Jo 20,21-23).

Ignoram a história da mulher adúltera, onde Jesus diz: "Erguendo-se, disse para a mulher: 'Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?' Ela respondeu: 'Ninguém, Senhor'. Jesus lhe disse: 'Nem eu te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais'. (Jo 8,10-11). Jesus perdoou com o simples arrependimento. Arrependimento que, sendo sincero, apaga a falta e abre o Cristão para uma nova vida: "não peques mais". Em nenhum momento, Cristo impõe mais condições, do tipo vamos "renegociar a sua dívida".

• O Batismo: Jesus mandou os apóstolos irem pelo mundo inteiro, para ensinar a todos tudo quanto Ele lhes ordenara, batizando a todos "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20), esclarecendo: "Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado" (Mc 16,16). No Brasil, os espíritas, fiéis à doutrina codificada por Allan Kardec, já não batizam nem fazem batizar seus filhos. Nem teria sentido. Pois é pelas reencarnações que os homens devem alcançar a perfeição...

• Os Sacramentos: Além dos já citados (Batismo e Confissão) o Espiritismo nega todos os outros Sacramentos: Confirmação, Eucaristia, Ordem e Unção dos Enfermos, só aceitando mesmo o Matrimônio. Consideram os Sacramentos como "meros ritos, formas, liturgia", ignorando que eles são graças derramadas por Deus sobre os homens, justamente porque não somos nada sem a graça divina. Sem esta, não há "religare" com Deus, pois não temos força em nós mesmos para chegarmos a tanto.

• A Igreja: Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt 16,18-19). Mas os espíritas não dão nenhuma importância nem a Pedro e seus sucessores, nem à Igreja que Jesus dizia "sua", nem ao poder das chaves que o Senhor Jesus entregou ao chefe do Colégio Apostólico.

Jesus declarou aos apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza; e quem me despreza, despreza aquele que me enviou" (Lc 10,16). Para os espíritas tudo isso já está superado, pois eles vão receber as orientações dos espíritos que baixam em seus centros. No livro "Depois da Morte" (p.80), profetiza Leão Denis: "Chegará a ocasião em que o Catolicismo, seus dogmas e práticas não serão mais do que vagas reminiscências quase apagadas da memória dos homens, como o são para nós os paganismos romanos e escandinavos". Enfim, a influência maçônica de ódio à Igreja ("a Infame", segundo Voltaire) se faz presente no Espiritismo. Nada estranho: León Hippolyte Denizart Rivail (=Allan Kardec) foi maçon de grau 33 junto à Grã-Loja Escocesa Maçônica de Paris.

• Fé e Obras: Dentro da orgulhosa doutrina espírita, a salvação virá exclusivamente pelas "boas obras" que cada um faz, "resgatando as suas dívidas". Ora, eis o que leio em S. Tiago: "Por minhas obras te mostrarei a fé". São necessários os dois. São interligados, como teoria e prática. A respeito da fé, ainda vemos: "Quem não crer será condenado" (Mc 16,16); "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11,6).

• A Ressurreição: Por mais que São Paulo fale que a Fé Cristã é baseada na Ressurreição, e que sem esta seria vazia, os espíritas a ignoram totalmente. Falam em reencarnação, trazendo à tona os paganismos, contra os quais, S. Paulo tanto lutava. Qualquer pessoa pode abrir o Novo Testamento e ver o quanto é destacada a Ressurreição. Não há porque se ampliar demais no tema...

• As Aparições: A Bíblia enumera alguns casos de aparição, onde Anjos enviados por Deus vêm a Terra dar a sua colaboração no plano salvífico. Todas estas aparições que aí vemos são de iniciativa própria, única e exclusiva de Deus, mas os espíritas acreditam que elas podem ser provocadas, à total revelia do que demonstra a Bíblia. E os caos de "encarnações": espíritos invadindo corpos, simplesmente são alheios à Bíblia, o que dispensa maiores comentários. A mesma Bíblia que deixa claro: "não evocar os mortos". Não entendo como uma proibição do próprio Deus poderia ser fundamento de uma religião deste mesmo Deus!!!

• O Inferno: Não existe inferno nem demônios no Espiritismo. Há apenas espíritos atrasados que pouco podem contra nós. Mera questão de conveniência, já que a existência de um inferno eterno levaria abaixo toda a obra de Kardec. Mas como S. Mateus e S. Marcos eram inspirados, eis que fico com estes, onde facilmente lemos: "Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". "Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado; será réu de um pecado eterno". Deus disse: "Se tua mão ou o teu pé te é ocasião de pecado, corta-os e lança-os longe de ti. É melhor para ti entrardes na vida coxo ou manco, do que seres lançado no inferno, onde o verme não morre e o fogo não se apaga". Qualquer um pode abrir a Bíblia e ver passagens como as supracitadas.

• O Purgatório: O Espiritismo distorce a idéia do purgatório Cristão, tentando ver neste o "mundo espiritual" para as purificações e reencarnações. Ora, quem está no purgatório tem o céu como destino, não a Terra ou outro Planeta. O ser humano, gozando de seu livre arbítrio e não do determinismo kármico, tem duas opções: negar a Deus ou aceitá-lo. A primeira hipótese, o conduz ao Inferno. A Segunda, abre as portas da salvação. E o que é preciso é apenas ser fiel a Deus e à sua Santa Igreja. Este último, que fez a opção correta pode, ao morrer, carregar consigo alguns pecados, impurezas que o mancham, e "nada de impuro entrará no céu". (Ap 21,27) Como tal, Deus não o condena, mas este há de purificar-se...

"Se a obra construída sobre o fundamento resistir, o autor receberá um prêmio; e aquele cuja a obra for consumida sofrerá o dano; ele, todavia, se salvará, mas como quem passa pelo fogo" (1Cor 3,14-15). Essa é a realidade do Purgatório. Há, porém, como já vimos um outro fogo, eterno e preparado para o diabo e seus anjos. Este é para quem disse "Não" a Deus. Um fogo bem diferente do fogo do purgatório ou do fogo de Pentecostes.

• A Revelação: Deus se revela ao homem em uma seqüência de tempo: Deus-Pai, Deus Filho-Jesus, e Deus Espírito Santo. O primeiro se revelou no Antigo Testamento, entregando as leis a Moisés. Os dois últimos se revelam no Novo Testamento: Jesus, é revelado pelo próprio Pai: "E do céu veio uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, de quem eu me agrado'" (Mt 3,17). E é reconhecido como tal: "Então ele perguntou-lhes:

'E vós, quem dizeis que eu sou?' Simão Pedro respondeu: 'Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo'. Em resposta, Jesus disse: 'Feliz és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus'" (Mt 16,15-17). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é também revelada no Novo Testamento, só que agora por Jesus Cristo: S. João 14, 15ss, "Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, que estará convosco para sempre. Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos".

Realmente Cristo não deixaria os apóstolos e sua Igreja órfãos por 1800 anos. S. João 16, 5ss:

"Convém a vós que eu vá, pois, se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós". "A vós": os Apóstolos, a Igreja nascente; não um indivíduo de outro século qualquer, seja ele Maomé, Allan Kardec, Reverendo Moon, Russel, ou qualquer pretensioso da espécie. "'Mas recebereis uma força, o Espírito Santo que virá sobre vós; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra'. Dizendo isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos" (At 1,8-9).

"Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como de um vento impetuoso, que encheu toda a casa em que estavam sentados. E viram, então, uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e foram pousar sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia" (At 2, 1-4).

O plano de Deus não admite lacunas: Javé – Cristo – Espírito Santo. Sem intervalos onde o homem ficaria abandonado à sua própria sorte.

Eis que paramos por aqui, mas poderíamos dar continuidade, falando de outras incomensuráveis divergências como: a criação da alma humana; recusa da união substancial entre corpo e alma; repúdio dos privilégios de Maria Santíssima; ignorância da comunhão dos santos; não admissão do pecado original; contestação da graça divina; reprovação da ressurreição da carne; e desdém do juízo final. Em uma palavra: renúncia de todo o credo cristão.

Em que consiste, pois, seu anunciado "cristianismo"? Tudo é simplesmente reduzido à aceitação de alguns princípios morais do Evangelho, tal como Allan Kardec aprendera em sua juventude, no Instituto de Pestalozzi, em Yverdun, na Suíça. Instituto protestante liberal onde, baseados na "livre interpretação da Bíblia", cada um deduzia o que bem entendesse.

Comentário:

Como vemos, tudo no espiritismo é fraude, a começar pelo "encarnar-se". E a Bíblia é muito clara a respeito disso em Hebreus 9,27 quando diz muito claramente: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o julgamento". O resto é um jogo arquitetado por Satanás, porque nega a Deus, Nosso Senhor e Nosso Único Salvador, pois, "Em nenhum outro há salvação. Porque debaixo do Céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4,12). E quem rejeita a Deus, sem dúvida alguma, irá para o sofrimento do fogo eterno. E foi com o infinito amor e supremo ato de sua Misericórdia que o Senhor nos revelou estas coisas, porque não deseja a nossa perdição. Mas, nunca se esqueçam: Deus nos concedeu o livre arbítrio para fazermos livremente a nossa opção...

Satanás e seus demônios espalham mentiras e confusões nas mentes obscuras e inseguras, desprovidas das sãs doutrinas e cheias de orgulho, as quais vivem ao sabor deste mundo apóstata, governado pelo perverso inimigo de Deus e nosso, e trabalhando incansavelmente pela perdição eterna de todos nós. E não há dúvidas que os espiritas, se rejeitarem até o fim de suas vidas terrenas este precioso tempo de misericórdia que o Senhor está nos concedendo, a nossa livre opção, irão inevitavelmente para os horrores do inferno por toda a eternidade, onde terão a indesejável companhia dos demônios e das almas que tiverem a mesma infelicidade. Isso é o que diz a palavra de Deus. Vejamos uma pequena passagem: Deut.18, 9-14:

• "Quando tiverdes entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não te porás as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem que se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus abomina tais práticas. As nações que vais despojar ouvem os agoreiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus não o permite".

Quer mais?

• "Não vos dirigirás aos espíritas e adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Se alguém se dirigir aos espíritas para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo. Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, seja morto. Serão apedrejados e levarão a sua culpa" (Levítico 19,31 e 20,6 e 27).

Os espíritas em geral se tornam pessoas dissimuladas e sarcásticas em tudo que diz respeito às verdades de Fé Católica, tendo em vista que eles trabalham para Satanás, o inimigo de Deus e da sua Santa Igreja, bem como da própria humanidade que Deus assumiu e redimiu. Assim, eles pensam zombar da Fé, enquanto que - pobres infelizes - zombam deles mesmos e do destino terrível que os aguarda, pois que de Deus não se zomba (Gál 6,7).



Data Publicação: 08/01/2008

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