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Quitéria Maia Soares 53, Feminino
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Tenho um bom tempo de caninhada de igreja. Sou batizada, crismada, casada.Tenho convicção que sou discipula-missionária de Cristo dentro de minhas limitaçõ~es humana levo a Boa Noticia aos nossos irmãos pequeninos, excluidos, doentes e presidiários
Você participa de algum movimento da Igreja?
Missão que assumo em minha paróquia. Cood. da Pastoral Litúrgica, PF. Ecc, CDP, missionária e MESC.

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Em 19:44 em December 16th, 2009, Gilberto Rocha disse...
Assista a Santa Missa Pela Internet pelo Site.www.ceifadores.com.br ou www.palavravivadedeus.com.br.
Veja o Respeito por Cristo e sua Mãe Santissima e o zelo pela Casa de Deus.
Todos os Domingos apartir das 07:30 hs.

Maria Bendita, Por Que Honrá-La?
________________________________________
Por que alguém iria querer honrar Maria? Afinal de contas, Jesus Cristo é o superior e deveríamos nos dirigir diretamente a Ele. Não precisamos dela.....ou precisamos? Vamos examinar esta questão com a Escritura e com nossos próprios poderes de razão concedidos por DEUS.
1. Quem é a primeira pessoa na Escritura a chamar Maria de "Bendita"? O primeiro lugar onde você encontrará a resposta é em Lucas 1,28. Se a sua resposta é Gabriel, então é a resposta errada. Gabriel é um Arcanjo, e a palavra grega "anjo", significa "mensageiro". Então Gabriel era só um mensageiro de alguém, mas de quem? Gabriel foi enviado por DEUS, então era mensagem de DEUS que Gabriel transmitiu. Se DEUS foi a primeira pessoa a chamar Maria "Bendita", pode alguma das criaturas de DEUS fazer menos do que isso? Como você, ou eu, ou qualquer outra pessoa ousamos refutar uma afirmação clara feita pelo Próprio DEUS? Qualquer um que tente fazer isso está se colocando acima de DEUS. Outros na Escritura também a chamaram "Bendita". Isabel o fez em Lucas 1,42, e uma "mulher na multidão" o fez em Lucas 11,27. A própria Maria disse em Lucas 1,48: "...eis que desde agora TODAS AS GERAÇÕES ME "CHAMARÃO" BENDITA". Você pode refutar o fato de que as palavras "desde agora" significam deste momento em diante, e que o verbo "chamarão" é um comando e não uma sugestão? Se você procurar a palavra "Bendita" no dicionário, ela significa "Santa", digna de "Veneração", "Reverenciada". DEUS nos está dizendo que Maria é Santa, e que ela deveria ser venerada e reverenciada. Como pode alguém se recusar a aceitar este comando específico em Lucas 1,48 e ainda assim alegar que segue a Bíblia?
2. Tudo bem, ela é "Bendita", mas isso significa que precisamos dela? Bem, o que foi que DEUS disse por meio de Gabriel em Lucas 1,30-33? "Vós encontrastes graça diante de DEUS." Bem alí, DEUS "venerou" Maria acima de todas as outras mulheres. No versículo 31 Ele lhe diz que conceberá. Quem ela conceberá? Ninguém menos que Jesus Cristo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que vai se manifestar como a "Palavra Encarnada". O Próprio DEUS precisou de Maria para conceber Seu próprio Filho, e para carregá-Lo por nove meses até o nascimento. DEUS precisou de Maria para ser o recipiente para dar à luz Seu Filho Divino. Se DEUS precisou dela, nós também não podemos precisar dela?
3. Então ela deu à luz um menino! Ela é uma mãe como qualquer outra mãe! Por que aquilo a faz especial? Isso nos leva a uma questão teológica básica. Quem é Jesus Cristo? Sabemos que Ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o filho unigênito de DEUS. Sabemos também que Ele é a "Palavra Encarnada" conforme explicado em João 1,14, "...e o Verbo se fez carne e habitou entre nós." João 1,1 nos ensina que a "PALAVRA ERA DEUS". Maria deu à luz a "Palavra Encarnada", e a "Palavra" era DEUS. Pergunto, Maria deu à luz quem? A única resposta possível é que ela deu à luz DEUS. Alguns insistem que ela só deu à luz a "humanidade" de DEUS, mas o que isso significa? Jesus Cristo era a única pessoa jamais nascida com duas naturezas: uma humana e uma divina. Entretanto ele era uma pessoa só, não duas. Ele não podia ser uma pessoa humana e uma pessoa divina, pois isso O faria ser duas pessoas. A questão então se torna: "Jesus Cristo era uma pessoa humana ou Ele era uma pessoa divina"? De volta a João 1,1 e 14, a "Palavra Encarnada" era DEUS. Jesus Cristo é uma pessoa divina. Mães dão à luz pessoas, cada uma com uma natureza. Elas não dão à luz naturezas. O Próprio DEUS chama Jesus Cristo de Seu Filho divino (Hb 1,5-8). Sim, ela é uma mãe como qualquer outra mãe, mas que diferença entre os filhos.
4. Bem, ainda não estou convencido, você diz? Estabelecemos que Jesus Cristo é DEUS, que Ele nasceu de Maria, e que DEUS precisou dela para sua "Encarnação". Vamos ver o que a Escritura diz. Jesus Cristo não veio para destruir a "Lei", mas para cumprí-la. Em Mateus 5,17-20, Jesus afirmou isto e Ele também disse no versículo 18-19, "...Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens será declarado o menor no Reino dos céus..." Ele diz muito claramente para "guardar os mandamentos", todos eles. Agora você não acha que o Próprio Jesus Cristo guardou os mandamentos que Ele Próprio escreveu? Claro que Ele obedeceu, a todos eles, pois Ele disse:
"Se guardardes os Meus mandamentos, sereis constantes no Meu amor, COMO TAMBÉM EU GUARDEI OS MANDAMENTOS DE MEU PAI E PERSISTO NO SEU AMOR.", João 15,10.
Agora, e quanto a "honrar teu pai e tua mãe"? Você não acha que Ele também guardou este mandamento? Certamente há evidência Escritural mostrando que Ele honrou Seu Pai, e há evidência de que Ele honrou também Sua mãe. De fato, Ele, o Próprio DEUS, deve ter obedecido aos comandos "de mãe para filho" do dia-a-dia conforme crescia. Isto é mostrado em Lucas 2,51: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era SUBMISSO." Este é um versículo muito profundo se você pensar bem. Com efeito, diz que por muitos anos, o "Criador do Universo" obedeceu aos comandos de uma garotinha judia, de nome...Maria. Jesus também agiu à sugestão dela de que os convidados do casamento estavam sem vinho em Caná, ao fazer Seu primeiro milagre público quando transformou água em vinho em João 2,1-5. Jesus Cristo, dessa forma, guardou o mandamento "honre tua mãe" também. Se Jesus Cristo honrava Sua mãe, podemos fazer menos? Jesus Cristo ama Sua mãe como qualquer bom filho o faria. Ele a defenderá de todos os ataques feitos contra ela. Se você não honrou Maria, o que vai dizer ao Filho dela depois que tiver dado o último suspiro, e quanto O encontrar face a face e Ele lhe perguntar o porquê? Lembre-se de que naquele ponto do tempo, o "DEUS de Misericórdia" torna-se o "DEUS de Justiça". Então é muito tarde para corrigir a injustiça feita à Mãe de DEUS. São Louis Marie Grignion de Montfort disso isso da melhor maneira em seu livro "Verdadeira Devoção a Maria": "Que ninguém presuma esperar pela misericórdia de DEUS se ousa caluniar ou ofender a mãe de DEUS."
5. Em Suma:
a. DEUS chamou Maria de Bendita, e Ele a venerou.
b. DEUS precisou dela para gerar Seu Filho Divino.
c. DEUS escolheu Maria Bendita acima de todas as mulheres.
d. Maria Bendita deu à luz a "Palavra Encarnada" divina.
e. Quando criança, Jesus Cristo obedecia às ordens de Sua mãe.
f. Jesus Cristo honrou Sua própria mãe.
g. Jesus Cristo defenderá Sua mãe como qualquer bom filho o faria. Isso não faz com que Maria Bendita seja especial?
Isso não a faz digna de nossa honra? Podemos fazer menos do que o Próprio DEUS fez? Algum homem ou mulher tem o direito, ou a autoridade, de dizer que nós não deveríamos honrar Maria Bendita? Dei-lhe a autoridade Escritural para honrá-la. Peça à pessoa que lhe aconselha algo diverso que mostre na Escritura onde está dito para não honrá-la. Jesus Cristo foi a única pessoa na história que foi capaz de escolher Sua própria mãe. Por que Ele escolheu Maria? Porque ela é especial, este é o porquê...
Em 18:48 em December 15th, 2009, Quitéria Maia Soares disse...
DESEJO A TODOS OS MEUS AMIGOS DA COMUNIDADE BIBLIA CATÓLICA:
Natal com Jesus

Vim pra ficar na tua casa. Eu vim ao mundo, numa noite fria e eis que nasci em uma pobre manjedoura, pois não havia lugar para mim na hospedaria. Mesmo diante das circunstâncias que o mundo me ofereceu, recebi um profundo amor de Maria e José meus pais, que antes d meu nascimento prepararam tudo para a minha chegada. O tempo foi passando e eu fui crescendo em sabedoria e humildade, e fiz a minha opção em buscar as coisas do Pai. Em virtude desta minha escolha vieram muitas coisas boas, realizei curas, milagres, prodígios, com isso muitas pessoas mudaram de vida, se converteram, passaram a crer em Deus e suas vidas se modificaram. Mas ao aceitar os planos do Criador em minha história, apareceram as dificuldades, tribulações e sofrimentos que me levaram a morte de Cruz. Apesar de tudo o que passei; se fosse necessário faria tudo novamente, pois o Pai jamais me abandonou, e me ensinou que o significado do amor está em dar a vida por amor ao próximo, e é perdendo que se ganha à eternidade. E esta é minha história que se comemora a todo ano, recordando o menino que veio salvar o que estava perdido, e você pode se tomar um Salvador de Almas, acolhendo a estas palavras e deixando que eu entre em seu coração “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” AP 3,20. “Não temas; de agora em diante serás pescador de homens” Lc 5,10. ‘Um Santo Natal e que Jesus e Maria abençoe você e sua família... E venha um Ano Novo cheio de paz...
Em 18:46 em December 15th, 2009, Quitéria Maia Soares disse...
O mestre dos mestres
Que o
“Mestre da sensibilidade”
lhe ensine
a contemplar as coisas simples
nas águas da emoção.
Que o
“Mestre da vida”
lhe ensine
a não ter medo de
viver a superar os momentos mais
difíceis da sua história.
Que o
“Mestre do amor”
lhe ensine que a vida é o maior
espetáculo no teatro da existência.
Que o
“Mestre inesquecível”
lhe ensine que os fracos julgam
e desistem, enquanto, que os fortes
compreendem e têm esperança.
Não somos perfeitos.
Decepções, frustrações e perdas
sempre acontecerão.
Mas, Deus é o artesão do espírito
e da alma humana. Não tenha medo!!!
Todos nós passamos por determinadas angústias
e ansiedades, pois, algumas das mazelas da vida
são imprevisíveis e inevitáveis.
Na escola da existência aprende-se
que se adquire
experiência não só com os
acertos e as conquistas, mas,
com as derrotas, as perdas e
o caos emocional e social.
Foi nessa escola tão sinuosa que
Jesus se tornou o
“Mestre dos Mestres.”
Em 13:22 em December 14th, 2009, Geilza disse...
Ola, dona Quitéria! Gostei demais desse espaço, por isso me associei também.
Um abraço

Geilza
Em 5:41 em August 11th, 2009, kathleen disse...
Oi, eu sou Kathleen!
please how are you! Espero que são finas e em perfeito estado de health.I passou por seu perfil e eu lê-lo e teve interesse no mesmo, por favor, se você não se importa como você Eu vou-me a escrever sobre este ID (kathleen1000adisa@yahoo.com) Esperamos ouvir de você em breve, e eu vou estar à espera de seu e-mail porque eu tenho algo muito importante para lhe dizer.
Lots of Love!
Kathleen!


Hi, I am Kathleen !
please how are you! hope you are fine and in perfect condition of health.I went through your profile and i read it and took interest in it,please if you don't mind i will like you to write me on this ID( kathleen1000adisa@yahoo.com ) hope to hear from you soon,and I will be waiting for your mail because i have something VERY important to tell you.
Lots of Love !
Kathleen !
Em 16:20 em March 14th, 2009, REMIDIO PEREIRA disse...
CARÍSSIMA QUITÉRIA,DESCULPE PELA AUSÊNCIA ! ESTAVA COM PROBLEMA NO PC,MAS GRAÇAS À DEUS TUDO FOI RESOLVIDO.ESTIVE LENDO SUA POSTAGEM SOBRE A MENINA E SEUS FILHOS ASSASSINADOS POR ESSE BANDO DE CRIMINOSOS LEGALISTAS.QUE A PRETEXTO DA CARNE, FAZEM AQUILO QUE O INIMIGO DE DEUS ORDENA: MATAR,ROUBAR E DESTRUIR ! ELES RECEBERÃO A PAGA, DA MÃO DAQUELE QUE ESTÁ A DIREITA DE DEUS, E VIRÁ JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS. NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO. CONTINUE NO BOM COMBATE, PARA TERDES O RECEBIMENTO DA CORÔA IMPERECÍVEL DAS MÃOS DE NOSSO DEUS,QUE NOS FORTALECE E NOS ANIMA PARA EXERCERMOS BEM NOSSO MINISTERIO.L.S.N.S.J. CRISTO E SALVE MARIA !
Em 14:41 em February 28th, 2009, REMIDIO PEREIRA disse...
olá! boa tarde srª quitéria ! gostei da sua mensagem,que talves seja da C.Ss.R.Redemptor.com bom conteúdo para evangelizar ! dali poderá sair argumentos bons, para ensinar evangélicos principalmente em arcoverde,não ?l.s.n.s.j. CRISTO E SALVE MARIA !
Em 1:10 em February 28th, 2009, Quitéria Maia Soares disse...
Humildade, ainda vale ?"

Deus é humilde

Ser cristão é ser diferente. A humildade é uma das características do seguidor de Jesus. É uma virtude de fama ruim. Nietzsche dizia que ela não é virtude, mas uma nojenta escravidão. Confunde-se o humilde com ser “bobo”, “pobre de espírito” (não no sentido das bem-aventuranças). Humildade é a rainha das virtudes, pois é o modo de o amor existir. Sem a humildade, as demais virtudes se tornam vazias. Imaginemos a oração sem humildade! É a virtude dos grandes homens e mulheres que marcaram o mundo. As pessoas sábias são humildes. Sabem a verdade sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Santa Tereza d’Ávila diz que a humildade é a verdade. Podemos dizer que é a aceitação de todos sem impor restrições. Não basta ser inteligente; é preciso ser sábio. A humildade liberta e não escraviza. É respeito e veneração para com a outra pessoa. Partimos, como sempre, da Virtude que é um raio da divindade. Deus é humildade. Tem todo o Ser e se manifesta como acolhimento de cada ser na sua realidade. O relacionamento no seio da Trindade se faz na humildade do mútuo acolhimento e da mútua entrega, por isso são três que são um: um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. É essa a extrema humilhação: acolher em totalidade a outra Pessoa divina. É acolhimento que é doação. Na Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, Deus chegou ao aniquilamento (Kénosis) no qual desapareceu a divindade e só se manifestou a humanidade assumida pelo Filho na Encarnação. A vida do Filho foi vivida na humildade desde o primeiro momento até a entrega na morte e sepultura. Era tido como homem, de uma raça, numa situação histórica e geográfica próprias. Em seu ministério esteve com os humildes, acolhendo-os. Este é o caminho que propõe: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humildade de coração” (Mt 11,29). Em Jesus vemos a Sabedoria e a Inteligência dominadas pela humildade. Assim é o discípulo.

Humildade nos faz grandes

Deus se inclinou e acolheu. Não se fez dono, fez-se presença. Ao vir a nós, não nos humilhou, mas aceitou nossa condição. Não se desfez do que é, Deus, mas se fez humano como nós. Assim é a humildade: reconhecer a grandeza da pessoa do outro, sem perder a sua. Jesus mostrou face do Pai: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). Transmitindo a mensagem do Pai, Jesus muda a concepção de grandeza: “Pois, qual é maior, quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, estou entre vós como quem serve” (Lc 22,27). O serviço humilde dá-nos autoridade e grandeza. “Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve, e o que quiser ser o primeiro, seja o vosso servo” (Mt 20,26-27). A humildade desfaz o orgulho, que é uma falsa segurança.

Atitudes do amor

A humildade mostra, até nas pequenas coisas, uma mudança de comportamento. Aprendemos a respeitar as pessoas, promover e provocar a igualdade. Um senhor francês, de Tietê, Bernard Fétizon, dizia a sua esposa Beatriz Fétizon, que achava muito bonito os brasileiros chamarem até os mendigos de senhor e senhora, que são títulos de nobreza (agora se diz tio. Pena!). A humildade na vida pública e eclesial ensinará a respeitar o direito do pobre, do humilde, de toda pessoa, com igualdade. As autoridades aprendam de Jesus que era manso e humilde de coração e não apelem para poder antes do serviço. O que dá grandeza ao homem não são os títulos e as roupas, mas pelo coração humilde. Humildade é a ressurreição do ser humano.
Em 20:04 em February 25th, 2009, REMIDIO PEREIRA disse...
EU GOSTARIA DE SABER,QUAL O VINCULO QUE TENS COM A COMUNIDADE E O TRABALHO DESSE PADRE ?
Em 19:54 em February 25th, 2009, REMIDIO PEREIRA disse...
Análise da Intervenção Social na comunidade da rua do lixo



Trabalho apresentado à disciplina Sociologia Reflexiva e Intervenção Social, ministrada pelo Professor Dr. Paulo Henrique Martins, pelas alunas: Izabella Moreira de Lucena, Juliana Queiroz Lapa Santos, Lúcia Helena Cardozo Gayão, Maria José da Silveira Alves, Rejane Maria Braz Amorim e Willimar Egizi da Silva.


Esse trabalho tem por objetivo relatar como se deu a intervenção na Comunidade da Rua do Lixo, localizada na periferia de Arcoverde, Interior de Pernambuco, a qual é constituída por catadores de lixo, quebradores de brita, biscateiros, migrantes, etc.


Hoje, a Fundação Terra atende a 400 (quatrocentas) famílias, aproximadamente, 2.000 (duas mil) pessoas. Conta com os serviços de mais de 200 (duzentos) funcionários e possui uma despesa fixa em torno de R$ 79.000,00 (setenta e nove mil reais) por mês, o que está sempre mobilizando a luta e a criatividade, pois não recebe nenhuma contribuição oficial e/ou fixa.

O Interventor, Pe. AIRTON FREIRE DE LIMA, nasceu de uma família pobre em 29 de dezembro de 1955, em São José do Egito-PE. Estudou Filosofia e Teologia no ITER (Instituto de Teologia do Recife) e Psicologia na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - PE. (FACHO). Foi ordenado sacerdote pela Diocese de Pesqueira - PE., em 13 de fevereiro de 1983. Fez formação Analítica no Centro de Estudos Freudianos em Recife e Pós Graduação na Metodologia de Ensino criada por PAULO FREIRE, pela Universidade Estadual do Ceará. Atualmente assessora a formação religiosa nos Colégios das Damas. Teve seu primeiro contato com a comunidade da Rua do Lixo em 1983, através de uma visita realizada ao local, à convite de um grupo de jovens da Paróquia de Cajueiro, no Recife.



Durante a contextualização do processo de intervenção serão analisados os mecanismos que atuaram como viabilizadores da referida ação.



Na época em que visitou a comunidade da Rua do Lixo em 1983, o Padre Airton encontrava-se em meio a uma crise da identidade sacerdotal e o que pôde ver lá o sensibilizou profundamente, levando-o a uma tomada de decisão - “Morar com e como os pobres”. Naquele momento, para ele, esse era o caminho para a resolução de alguns dilemas, como, por exemplo, a perturbação vivida permeada pela dúvida - “Ser padre, pra quê ?”



Essa decisão desencadeou uma série de conflitos e dificuldades. Uns físicos e biológicos como: a fome, a cólera, a seca. Outros emocionais, sociais e políticos como: os preconceitos, as proibições, as perseguições e as ameaças. Tornava-se difícil entender como seguir os princípios exigidos pela Igreja Católica, a exemplo do voto de pobreza - “ Como optar pelos pobres e manter-se distante deles ?”.



No entanto, por outro lado, o contato diário com as pessoas, o exercício da escuta, a troca de idéias a respeito das dificuldades que vivenciavam, facilitava o desenvolvimento do sentimento de grupo, de pertencimento, de capacidade, enquanto agente transformador.



Inicialmente, esse grupo auto denominou-se ASSOCIAÇÃO TERRA, posteriormente, FUNDAÇÃO TERRA e foi, gradativamente, construindo um projeto comum.

Preleciona Eugéne Enriquez:(...) “a necessidade de um projeto comum significa de início que o grupo possui um sistema de valores suficientemente interiorizado pelo conjunto de seus membros, o que permite dar ao projeto suas características dinâmicas... Trata-se de sentir coletivamente, de experimentar a mesma necessidade de transformar um sonho ou uma fantasia em realidade cotidiana e de se munir dos meios adequados para conseguir isso. Todo grupo funciona à base da idealização, ilusão e crença”(...).



Cada vez que o grupo identificava a problemática emergencial e, em conjunto, buscava as soluções e realizava as ações planejadas, crescia a consciência sobre coletividade, as noções de cidadania , as responsabilidades, a noção de poder.



Foi assim que nasceu essa intervenção, sem nenhum projeto pré-elaborado, sem nenhuma intenção externa, sem mesmo, sequer, a noção sobre a sua abrangência.

A mobilização da comunidade para reivindicar luz elétrica, água, saneamento básico, paulatinamente, ia apresentando resultados positivos. Desse modo, um grupo de jovens alemães ao visitar a Fundação, como amigos do Pe. Airton, acreditou na capacidade organizacional da comunidade e sentiu-se estimulado a buscar verbas para auxiliar o processo de mudança que iniciava-se.



Entre 1985 e 1989 a Alemanha viabilizava parte desta intervenção. Também a LBA em conjunto com a Prefeitura (1987) corroboraram para este projeto. Porém, com a queda do muro de Berlim, a verba enviada à Rua do Lixo foi sustada e destinada para as obras internas da própria Alemanha.



Até então, já havia sido construída a creche, o salão comunitário, a capela, e dois sítios para produção agropecuária.



A construção da creche foi motivada pela necessidade de reduzir o índice de mortalidade infantil. As crianças, desde muito cedo, entravam em contato com o lixo e o ritmo de aquisição das infecções e verminoses era altíssimo. Assim, a higiene básica e a alimentação adequada possível oferecidas, aumentavam as probabilidades da sobrevida.



O salão comunitário e a capela eram os locais onde se podia exercitar a fala - como voz ativa, a escuta - como instrumento reflexivo, a fé - como a esperança na objetivação da subjetividade, a unidade e a força do grupo como a mola mestra do processo. Eram os locais onde tudo se discutia, se planejava, eram os espaços vitais.



Os dois sítios destinavam-se, inicialmente, à recuperação de menores drogados através do aprendizado das técnicas de produção agropecuária para a profissionalização. Mas, esse objetivo inicial, estendia-se a outros, como a prevenção da subnutrição. Os legumes, as verduras, produzidos em um dos sítios, juntamente com a produção de aves, caprinos, suínos produzidos no outro, serviam como matéria-prima para a preparação da alimentação comunitária, onde a prioridade, além das crianças, eram as gestantes.



A finalidade era atacar o mal da subnutrição pela raiz. Já na fase intra uterina a medida preventiva era aplicada. Com as mães bem alimentadas, as crianças nasciam mais saudáveis e, portanto, os recursos que destinavam-se a essa problemática infantil poderiam ser destinados a outras obras. Começava-se a entender a preponderância da prevenção sobre a remediação.



Sem o apoio alemão havia a necessidade de manter os trabalhos iniciados. Sob pressão extrema, a criatividade assumiu relevante importância.



De ressaltar, a criação das fichas para implementar a adoção à distância. Elaboradas em papel ofício com dados da criança, uma foto 3x4 e um apelo explicativo do Pe. Airton, onde ele solicitava na época Cr$ 3,00 (três cruzeiros) ao mês para manutenção de uma criança.



Pe. Aírton começou a acelerar sua produção literária escrevendo um livro após outro, nas áreas da psicologia clínica e social, da religião, entre outras.



Começou a aproveitar seu Dom musical gravando CDs com músicas em várias línguas como: francês, latim, hebraico, alemão. Tudo, criativamente, planejado.



Com esse esforço e enormes dificuldades conseguiu-se manter os projetos iniciados e desenvolver outros novos.



Em todo o processo de desenvolvimento dos projetos da FUNDAÇÃO TERRA pode-se verificar uma interligação entre a necessidade imediata e a obra a ser desenvolvida. Ou seja, a demanda da própria comunidade é que gera cada novo projeto.



Percebe-se isso, claramente, no histórico do desenvolvimento das obras. A satisfação garantida pela construção da creche, logo cedia lugar a uma nova sensação de falta, ao se observar que as crianças, ao saírem da creche, retornavam à rua, ao lixo, fato que comprometia todo esforço inicial. Então, o que fazer para manter as crianças num ambiente digno e propício ao desenvolvimento? Inicia-se outro projeto: a escolinha, que atende ao Ensino Infantil e ao Ensino Fundamental I.



As relações familiares encontravam-se, seriamente, comprometidas. Havia problemáticas violentas entre gêneros; dispersão da energia masculina por alcoolismo; baixa auto-estima feminina; desorientação emocional da prole, entre outras dificuldades.



As interligações entre as obras, tornaram-se mais complexas e elaboradas.



A criação do curso de alfabetização para adultos, objetivava, além da leitura e da escrita, o despertar para a análise crítica da realidade, afim de extinguir a tendência à resignação fatalista comum àquela população.



Concomitantemente, ia se alterando a dinâmica familiar, enquanto os homens e mulheres começavam a repensar seus papeis, respectivamente.



As mulheres que inicialmente eram só espancadas e/ou exploradas, daí a baixa auto-estima já referida, foram estimuladas a identificar os motivos que desencadeavam tais atitudes masculinas. Ao detectar que grande parte relacionava-se ao fato de que estas não tinham nenhum recurso financeiro próprio, e que isso, estava diretamente ligado à concepção de poder naquela comunidade, iniciou-se o aprendizado das técnicas artesanais para confecção da “renascença” (renda feita à mão, característica da região). Isso gerou um retorno monetário para as mulheres, as quais, passaram a participar da divisão de poder, melhorando a relação conjugal e maternal, a auto - imagem e a identidade familiar de modo geral.



O curso de Corte e Costura surgiu para auxiliar as mães na recepção da constante chegada de novos membros à família, habilitando-as a confeccionar o enxoval para os próprios filhos e preservar as poucas roupas que possuíam.



Havia na comunidade um índice, razoavelmente, elevado de infecção ginecológica que derivava da falta de higiene, da falta de informação, do hábito constante de provocar abortos, por meios absurdamente precários.



Surge o centro Materno Infantil para oferecer assistência à saúde, dispondo dos serviços de ginecologia, clínica geral, pediatria e odontologia. Lá, também, as mães podem ser orientadas sobre a importância do aleitamento da relação mãe-filho e como se dá a repercussão dessa última no desenvolvimento da criança.



É válido ressaltar que, naquela periferia, a visão utilitarista econômica predominava com relação aos idosos, não diferenciando-se da nossa herança cultural, típica do ocidente, que experimentou o fato de ser colonizado. Ali, perder a capacidade produtiva estava, intrinsecamente, relacionada à perda de valor. No tocante aos atores sociais a lógica do mercado era o que prevalecia.



Para alterar essa concepção e resgatar o valor da pessoa em sua totalidade construiu-se o Abrigo de Idosos.



Nessa fase da vida eles passavam a representar um peso para a família, sendo privados das próprias aposentadorias, as quais eram subtraídas pelos mais jovens, antes mesmo de recebê-las.



O cuidado em desenvolver atitudes de respeito, de valorização, de reconhecimento da sabedoria dos idosos fica explícito até mesmo na arquitetura do abrigo, que, apesar de simples e modesta, é das obras a que recebeu maior esmero.



A velocidade com que está se processando a evolução tecnológica propiciou à Fundação Terra adquirir, através de doações, máquinas de escrever e computadores. O que para alguns estava ultrapassado, lá era recebido como objetos de grande valor. Iniciavam-se os cursos de datilografia e informática para facilitar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho.



A marcenaria e a padaria originaram-se das demandas internas que careciam de móveis para creche e escola, como também da necessidade de minimizar os custos com à alimentação. Porém, ambas, visam também a profissionalização dos adolescentes.



Com os resultados obtidos através dessa prática interventiva, a Fundação Terra preocupa-se, agora, em ampliar o campo de atuação das ações sociais. Criou-se a Comunidade Vida que tem por finalidade a orientação no discernimento vocacional de jovens voluntários, o que lá denominou-se de OS SERVUS. Esses estudam, recebem missões e meditam, diariamente, além de preocuparem-se com o desenvolvimento de produtos como camisas e velas, e a comercialização dos CDs, do mel de abelha e dos livros de autoria do Pe. Airton.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


É interessante perceber a “dualidade da Sociologia, face a seu objeto - a sociedade. Para uns, como Alain Caillé (1992), a Sociologia está em crise, assim como as Ciências Sociais, em geral, em razão da impossibilidade de fundação de um pensamento autônomo, capaz de fazer face ao utilitarismo generalizado. (...) Para outros, como Alain Touraine, a Sociologia está sendo sempre revitalizada pelos novos movimentos sociais e culturais e pela perspectiva de um ator social que saiba resgatar a racionalidade instrumental sem descartar a perspectiva solidária das práticas comunitárias”. ( Paulo Henrique Martins ).



Percebe-se a identificação entre a Intervenção da Fundação Terra e o pensamento de Alain Touraine, quanto à preocupação com a prática coletiva.



Os três princípios adotados pela Fundação certamente foram os catalisadores do sucesso dessa intervenção.



1.SIMPLICIDADE - transparência nas ações;
2.COLEGIALIDADE - decisões tomadas em grupo;
3. EFICIÊNCIA - qualidade em tudo que realiza.



(...) “Todas as instituições, lembra Enriquez, estão sujeitas à morte e a única maneira de se assegurar a vida nas organizações se resume ao controle da gestão, efetuado por indivíduos competitivos e que sabem assumir riscos. Nessa perspectiva, pois, a sociedade deixa de ser vista como objeto passivo, para ser interpretada como ente vivo”. (Paulo Henrique Martins).



Ao realizar esse trabalho sobre a Fundação Terra foi percebida a evidência do caráter VIVO dessa entidade.



Intervenções, dessa espécie, fortalecem a credibilidade em nossos papeis enquanto cidadãos reflexivos, transformadores, que buscam assegurar o bem estar dos atores inseridos num sistema sócio-simbólico, modelo de uma democracia social.

Tenta buscar nos pássaros, não a perfeição do vôo, mas a ânsia dos que lutam por muito mais que um mero lugar seguro para pousar.


(Manoel Affonso de Mello)



ANÁLISE DA INTERVENÇÃO SOCIAL NA COMUNIDADE DA RUA DO LIXO ARCOVERDE-PE.
Recife-PE., agosto de 2000
Libertas Comunidade- UNICAP
Curso de Pós Graduação em Dinâmica de Grupo
Gestão de Equipe
 
 

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