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Música para missa de criança
Publicado por Letícia Nogueira em 17 January 2009 às 23:12
Gente, alguem tem músicas que eu possa cantar na missa das crianças? se tiver por favor entre em contato comigo pois estou tendo dificuldade em achar. meu e-mail é ligith2000@yahoo.com.br
desde já obrigada!
bjus e fiquem com Deus
Que a alegria do Ressuscitado esteja em seu coração!
Um abraço,
O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes
do Padre Jules Marie, 2ª edição - 1939 - Livraria Boa Imprensa - Rio
(A língua portuguesa do livro, antiga, foi atualizada.
Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Nacional do Brasil -- RJ.
O autor, na época padre, veio posteriormente a se tornar bispo.)
Digitado por Fabio R. Araujo em setembro de 1998.
A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.
A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.
Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.
Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-se uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Koenigsreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.
É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.
Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.
Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?
Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?
Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?
Se ela se dignou a mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Beauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?
Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.
É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da revista de Koenigsreuth:
I. PRIMEIRA APARIÇÃO
Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo o desejo das autoridades eclesiásticas.
Era 6 de agosto de 1936.
Duas meninas foram mandadas ao campo afim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz e a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.
Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.
Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"
- Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria - respondeu Maria da Luz.
Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.
Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como eram onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.
A mãe - boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração - disse simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora com a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.
O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.
De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.
Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.
Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.
Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração."
Restava-lhe muito a dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.
II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES
Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.
Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.
As opiniões eram, como só acontece em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.
As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.
Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas, disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.
Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.
Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.
A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão. Foram as seguintes as perguntas formuladas:
- 1 Quem pode mais que Deus?
- 2 Quantas pessoas há em Deus?
- 3 Quais são estas pessoas?
- 4 Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis:
- 5 Quereis falar com um padre?
- 6 Que significa o sangue que jorra da vossa mão?
Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:
1 -- Ninguém.
2 -- Três.
3 -- Pai, Filho e Espírito Santo.
4 -- Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
5 -- Sim.
Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:
- Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
6 -- Representa o sangue que será derramado no Brasil.
Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.
III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA
O lugar das aparições - "Guarda" - é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância.
A subida é muito penosa. "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.
- Que está fazendo a aparição?
- "Está sorrindo", disseram elas.
"Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se algo como em forma de quatro (4); no lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.
"Lá está a aparição", diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.
"Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água.
Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: - "Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida".
Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção ao lugar:
- Ela olha para cá e está sorrindo.
- Agora dize-me: como está Ela?
Maria da Luz olha e diz:
- Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas... Num braço está a criança.
- Em que braço? No direito ou no esquerdo?
A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.
"Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça", disse-me a jovem.
- E a outra mão? - perguntei.
Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.
"A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.
- Qual deles? - perguntei.
Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
"Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres".
IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES
Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição.
"Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira? perguntei à moça.
- Não senhor, disse ela.
Então eu lhe disse: Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês? A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: "Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes".
Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, afim de averiguar se era imaginação... Eu sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora? Ela permaneceu sempre firme.
- Está bem - disse eu - dize-me o que vês agora.
Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.
Quando ela apontava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado. Então ela olhava parao lugar que eu dizia e respondia: "Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo."
Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.
Chamei então Maria da Luz - deixando o pai onde estava - e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: "Sim, vemos".
- Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê, disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
- Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.
- Sim, responderam, por Ela.
Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: "Wer bist du?" (quem é você?) - "A Mãe do Céu". "Wie heisst das Kind auf deinem Arm?" (como se chama a criança em seu braço?)
- Jesus.
- Porque apareceis aqui?
- Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil.
- Quais são os castigos.
Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.
- Podeis então dizê-lo mais tarde?
- Sim.
- Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?
- Já o dei.
- Qual é o sinal?
- A água que está correndo em baixo.
- Para que serve esta água?
- Para remédio.
- Para todas as doenças?
- Sim, mas para quem tem fé.
- Quem quiser pode tirar daquela água?
- Não, só as duas meninas.
- Porque não podem tirar quem quiser?
- Para que todos creiam.
Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.
V. AMEAÇAS E REMÉDIOS
O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.
- Qual é o fim da vossa aparição aqui?
- Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.
- Quais castigos.
De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.
- Que é necessário fazer para desviar os castigos?
- Penitência e oração.
- Qual a invocação desta aparição?
- Das Graças.
- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?
- O sangue que inundará o Brasil.
- Virá o comunismo a penetrar no Brasil.
- Sim,
- Em todo o País?
- Sim.
- Também no interior?
- Não.
- Os padres e os bispos sofrerão muito?
- Sim.
- Será como na Espanha?
- Quase.
- Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?
- Ao coração de Jesus e a mim.
- Não basta só uma?
- Não.
- Quereis que se pregue sobre este assunto?
- Sim.
- Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?
Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.
- Darão licença mais tarde?
- Sim.
- Quereis que se construa uma igreja aqui?
- Não.
- Quereis mais tarde?
- Fez os mesmos gestos.
- Esta aparição é a repetição de La Salette?
- Sim.
- Haverá uma romaria aqui?
- Sim.
- Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?
- Para o povo romeiro poder fazer penitência.
- Quanto tempo faz que estais aqui?
- Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".
- Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.
Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.
- Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.
Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.
Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."
Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.
Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".
- Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.
As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.
- Pergunta a Ela, para que tanta benção!
- Para que sejais felizes, disse Ela.
Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também."
Responderam elas: "Para o senhor também".
Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio - "É de Deus", disse a aparição.
VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES
As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.
A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.
A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.
Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.
Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se afim de fazerem orações e penitências.
Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.
O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.
Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.
Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.
Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.
A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".
Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"
Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.
Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.
Nossa Senhora recomendou que não se disesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.
Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.
Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.
Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.
Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência". Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.
VII. CONCLUSÃO
Tal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.
FIM
IR. THEMIS
(Revista ´´Shalom Maná´´, nº 74, págs. 16 e 17)
Desde criança fui membro da igreja Presbiteriana e era muito feliz. Trabalhava como superintendente em uma escola dominical e tinha um único filho de meu casamento, que não foi bem sucedido. Meu esposo era doente mental e logo no primeiro ano de casamento precisou afastar´se. Aos quatorze anos, meu filho começou a ficar doente: tratava´se de uma anemia que não sarava, até que o médico descobriu que não era anemia o que ele tinha, mas uma leucemia que estava muito adiantada e que não tinha mais cura.
Nesse tempo eu tinha onze crianças carentes em casa e achava que isso já era uma obra bastante grande. Não imaginava que muitas outras coisas ainda aconteceriam. Então comecei o tratamento do meu filho com o Dr. Simbra Neli, um cientista muito importante no Brasil. O meu filho tinha tumores pelo corpo todo, inclusive no olho e no ouvido direito e não enxergava nem ouvia mais.
Quando chegamos perto da Páscoa ele disse: ´´Mãe, eu queria que você fosse ao colégio em que estudo ´ eu lecionava nesse colégio pela manhã; no fundo do quintal tem uma gruta e tem uma imagem que eu não sei de quem é, mas os meninos católicos acendem velas perto dessa imagem para passar de ano e a imagem está muito suja´´. Eu pintava pequenas peças de gesso durante a noite para dar conta do sustento das onze crianças e do tratamento dele. Então ele continuou: ´´Você pega aquela imagem e pinta para eu deixar de lembrança para o colégio´´.
Naquele momento eu senti emoções muito contraditórias, porque o meu filho estava morrendo e eu não podia negar´lhe nada, mas pintar uma imagem era realmente muito desagradável para mim, sendo protestante, de princípios muito bem plantados. Mas fui buscar a imagem.
Era uma imagem grande, tinha mais de 80 cm, tinha as mãos abertas e estava muito suja. Eu a peguei pela cabeça e pus embaixo do braço; a diretora disse: ´´Ah! Themis, você não pode levar a Nossa Senhora das Graças debaixo do braço!´´. Então fiquei sabendo que era uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Para mim, pouca diferença fazia, eu queria mais que a imagem caísse e quebrasse. Cheguei em casa, pus a imagem em cima da mesa e comecei a limpá´la.
Meia´noite eu devia dar remédio para o meu filho. Ele tinha uma febre que subia muito e caía de repente. Então, de duas em duas horas eu tinha que lhe dar remédio, de dia e de noite. Quando o toquei percebi que estava queimando de febre. Ele olhou para a imagem em cima da mesa e disse: ´´Puxa, como essa imagem está linda!´´ E eu pensei que estivesse delirando por causa da febre, porque era um menino criado na igreja Presbiteriana, que nunca tinha entrado numa Igreja Católica. E continuou: ´´Vou fazer um voto para Nossa Senhora´´. Eu senti todo o meu ser se revoltar porque protestantes não fazem votos. Mas o fato é que meu filho fez o seguinte voto: ´´Pelo tempo em que viver, seja muito ou pouco, quero que a minha vida sirva a Deus e quero ter uma imagem igual a essa em casa para eu me lembrar disso´´. Ele voltou a dormir, porque quando tomava o remédio a febre baixava e ele dormia de novo. Foi então que entrei num grande conflito de fé, porque não poderia ser fiel à minha fé e deixar que meu filho fizesse um voto a Nossa Senhora, e muito menos ter uma imagem dela em casa, se eu era a primeira a fazer grandes palestras sobre a inutilidade de se olhar para Nossa Senhora.
Comecei então a caminhar pela casa, muito nervosa, até que chegou duas horas da manhã e fui dar o remédio para o meu filho; mas, quando pus a mão nele, de novo, tomei um susto: pensei que estava morrendo, porque a temperatura estava normal e tinham sumido todos os tumores do corpo, até o tumor do olho e do ouvido. Ele abriu os olhos, enxergou bem e disse: ´´Estou ouvindo, não sinto dor, estou curado´´. E sem dúvida nenhuma, lá no céu Nossa Senhora deve ter feito naquela noite por mim como fez nas bodas de Caná. Deve ter dito para Jesus: ´´Jesus, o vinho da vida dessa mulher ignorante acabou e ela não sabe pedir´´. E Jesus derramou o vinho da vida. Então eu peguei o meu filho, sem entender nada, e levei´o de volta para o médico. Ele fez todos os exames e ao final me chamou numa sala com os seus assessores e disse: ´´Você tem que me dizer que remédio deu para ele, porque esse menino estava morto quando saiu daqui´´. Eu disse: ´´Eu dei o seu remédio. A única coisa diferente foi que meu filho fez um voto a Nossa Senhora e quis que rezássemos uma Ave´Maria, mas eu não sei a Ave´Maria, por isso rezamos um Pai´Nosso´´. O médico deu uma grande risada e falou: ´´A reza não tem nada a ver com isso´´.
Logo depois fui à minha igreja. Eu tinha um cargo muito importante, eu deveria dar satisfações do meu cargo ao pastor e ao conselho da Igreja, então fui e disse: ´´Eu quero ficar na igreja Presbiteriana porque gosto muito daqui. Não quero sair, faço um bom trabalho, mas tenho um pedido: no domingo quero pegar o microfone e dizer para os nossos irmãos protestantes que Maria Santíssima quer e pode interceder por nós. Ela não só faz isso porque não pedimos ela. Ela é mãe dos católicos, é mãe dos evangélicos, é mãe dos espíritas, é mãe dos ateus. Maria Santíssima é a mãe de Jesus e Ele quis, na última hora da sua vida, dividir sua mãe com todos nós. Acontece que alguns filhos têm os corações mais duros e ingratos e passam por ela sem perceber. E isso fazemos nós os evangélicos. Mas eu quero dizer para eles no domingo que nós devemos voltar para nossa Mãe do Céu´´. Eles não concordaram que eu dissesse isso e me falaram: ´´Você vai para casa e fica lá dois ou três meses, lê a Bíblia novamente e depois a gente esquece tudo isso´´. Aceitei, porque de fato eu precisava de um tempo.
Fui, portanto, para casa, li a Bíblia de novo e, naquela mesma Bíblia onde eu já havia decorado grandes trechos, encontrei e entendi a Eucaristia. No Evangelho de São João Jesus dizia para mim: ´´O meu corpo é verdadeira comida, o meu sangue é verdadeira bebida, quem come da minha carne e bebe do meu sangue viverá para sempre. Eu fiquei muito mais apaixonada por Jesus. Foi então que fui correndo para a Igreja e disse aos meus irmãos do conselho: ´´Eu quero ficar na igreja Evangélica, não quero sair, mas agora em vez de um problema nós temos dois, porque eu quero ficar com Maria Santíssima e com a Eucaristia. Eu quero colocar um sacrário na nossa igreja e que nós aprendamos alguma coisa sobre o Cristo maravilhoso que é vida, que vem fazer parte do meu corpo, do meu sangue, da minha alma, da minha humanidade e vem me transformar em verdadeiro sacrário. Posso carregá´lo no meio dos outros homens´´. Evidentemente eles não aceitaram, porque se aceitassem converter´se´iam todos ao catolicismo.
Nós nos retiramos da igreja Presbiteriana, fomos batizados na Igreja Católica, fizemos a Primeira Comunhão, eu, meu filho e as onze crianças que moravam comigo. O colégio nos deu de presente aquela imagem que eu havia pintado. O meu filho esteve num seminário onde fez até o segundo ano de Teologia, mas depois, de acordo com o bispo, voltou para casa. Hoje é casado, tem três filhos e me ajuda na casa, dirigindo o carro, levando as crianças para todo lugar.
Atualmente temos um orfanato com trezentas crianças. A partir do momento em que eu consagrei a casa a Nossa Senhora, deixei´me levar de fato por Jesus e pedi ao bispo para colocar um sacrário dentro de casa, fazendo com que Jesus passasse a viver com a gente, aquelas onze crianças se transformaram em trezentas. Graças a Deus! Agora estamos aumentando o trabalho, estendendo o orfanato para um asilo de sessenta velhinhos desabrigados.
A catequista fiz o corpo e pintou a cabeça.
E nós os pais ,fizemoso resto: os olhos, os cabelos,o desenho da boca, nariz, as sobracelhas.Ela nos convidou uma manhã e nos deu os matériais.Fizemos todos juntos,foi muito divertido.O corpo é de papel duplex(creio que se chame assim),e a cabeça de isopor.um abraço.
paz e bem
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