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Tenho para vós razões para um novo sorriso. Sou a Fonte de todo amor, e origem de toda graça. Não deixem que as influências negativas neutralizem nossos laços. Sois assistidos pela Fonte gloriosa de toda graça. Em Mim podeis crescer e comigo trilhar os passos da vitória.
Me doo a vós como uma mãe se doa a um filho. Em cada plano que tenho está a vossa inclusão. Não olhem para trás nem para os lados, pois Sou a quem deveis a vossa atenção. Construam em Mim todos os vossos sonhos e ideais, pois Sou a rocha que vos ampara. Sejam práticos e não se deixem enganar por fantasias. Tereis em Mim o vosso paraíso.
Não desanimem nem se desesperem nas vossas provações, pois são elas a vossa purificação e o mais valioso presente para vossa santidade. Na vossa dor, Sou Eu a vos transformar, e adornar-vos só para Mim.
Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.
O homem, correndo, virou em um atalho que saia da estrada pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus todo poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!!!!
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
- Senhor eu pedi anjos, não uma aranha.
Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...
Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
-Vamos, entremos nesta trilha.
-Não, não está vendo que tem até teia de aranha?
Nada entrou por aqui.
Continuemos procurando nas próximas trilhas.
Fé é crer no que não se vê e, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança nELE para deixar que sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio as lutas, siga em frente, pois Deus disse:
"Diga ao fraco que eu sou forte".
São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.
Feliz dia dos namorados, muita paz e amor, bjos.
O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- No entanto, a avó respondeu – tudo depende do modo como você olha as coisas. Cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
1ª qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzí-lo em direção à Sua vontade.
2ª qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
3ª qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
4ª qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Finalmente, a 5ª qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação. Se seguirmos os ensinamentos de Jesus, e deixá-lo cuidar do "Lápis" que somos, com certeza, a solidão e o vazio, não terão espaço em nossas vidas.
beijos com carinho...
Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair?
Como é que ele consegue isso?
Se nós tentássemos dormir assim, iríamos cair e quebrar o pescoço.
O segredo está nos tendões das pernas do passarinho.
Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa.
Os pés não irão soltar o galho até que ele desdobre o joelho para voar.
O joelho dobrado é o que dá ao passarinho a força para segurar qualquer coisa.
É uma maravilha, não é ?
Que desenho incrível que o Criador fez para segurar o passarinho.
Mas, não é tão diferente em nós.
Quando nosso "galho" na vida fica precário, quando tudo está ameaçado de cair, a maior segurança, a maior estabilidade nos vem de um joelho dobrado, em oração.
Deus tece as tramas da vida em um desenho perfeito, precioso.
E mesmo que seu plano para nós às vezes nos pareça misterioso, se nós confiarmos Nele mesmo além da nossa compreensão,
Nossas vidas poderão ser verdadeiras obras de arte.
Criadas por sua própria mão...Plenas de amor e harmonia, com família, lar e amigos, frutos da pura inspiração, fortalecidos pela fé, tramadas com alguns desafios que nos farão aprender e crescer.
cruzadas por pontos brilhantes de alegria e paz, e a perfeição dessa trama é a prova que Deus nos ama.
Tenha fé na bondade do Senhor e pense primeiro Nele.
Em tudo o que você fizer.Reze para ter compreensão do plano Dele para você.
Então hoje, para você fazer sua parte, agradeça por todas as bênçãos e viva cada dia com alegria, lembrando de que você é uma parte especial da tapeçaria de Deus, e convide alguém que não conhece a sintonizar a rádio!!!
Você aceitaaa???
A Semente da Vitória
Vencer os outros não chega a ser uma grande vitória.
Vitorioso é aquele que consegue vencer a si mesmo, combatendo seus vícios e controlando suas paixões.
A vitória sobre nós mesmos é muito mais difícil.
Ela requer mais coragem, mais disciplina e mais decisão.
Mas se você não conseguir na primeira vez, tente de novo.
O simples fato de tentar de novo já será sua primeira vitória.
E não esqueça se tiver Jesus como o centro de sua vida, com certeza sua vitória é certa, porque ele guiará e conduzirá seus passos, só precisamos crer!!!
Queridos guerreiros...
Vamos hoje entregarmos-nos de todo coração a Jesus Eucarístico, pra que ele vença todos os obstáculos que encontrarmos?
Fiquem com Deus, paz e bem.
Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? - Pensou ela- .
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.
E se justamente agora isto não funcionar? - Ela pensou -.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.
A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia.
O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes
do Padre Jules Marie, 2ª edição - 1939 - Livraria Boa Imprensa - Rio
(A língua portuguesa do livro, antiga, foi atualizada.
Este livro pode ser encontrado na Biblioteca Nacional do Brasil -- RJ.
O autor, na época padre, veio posteriormente a se tornar bispo.)
Digitado por Fabio R. Araujo em setembro de 1998.
A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.
A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.
Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.
Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-se uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Koenigsreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.
É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.
Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.
Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?
Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?
Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?
Se ela se dignou a mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Beauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?
Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.
É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da revista de Koenigsreuth:
I. PRIMEIRA APARIÇÃO
Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo o desejo das autoridades eclesiásticas.
Era 6 de agosto de 1936.
Duas meninas foram mandadas ao campo afim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz e a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.
Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.
Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"
- Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria - respondeu Maria da Luz.
Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.
Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como eram onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.
A mãe - boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração - disse simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora com a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.
O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.
De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.
Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.
Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.
Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração."
Restava-lhe muito a dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.
II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES
Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.
Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.
As opiniões eram, como só acontece em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.
As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.
Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas, disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.
Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.
Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.
A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão. Foram as seguintes as perguntas formuladas:
- 1 Quem pode mais que Deus?
- 2 Quantas pessoas há em Deus?
- 3 Quais são estas pessoas?
- 4 Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis:
- 5 Quereis falar com um padre?
- 6 Que significa o sangue que jorra da vossa mão?
Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:
1 -- Ninguém.
2 -- Três.
3 -- Pai, Filho e Espírito Santo.
4 -- Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
5 -- Sim.
Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:
- Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
6 -- Representa o sangue que será derramado no Brasil.
Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.
III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA
O lugar das aparições - "Guarda" - é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância.
A subida é muito penosa. "Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.
- Que está fazendo a aparição?
- "Está sorrindo", disseram elas.
"Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se algo como em forma de quatro (4); no lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.
"Lá está a aparição", diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.
"Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água.
Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: - "Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida".
Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção ao lugar:
- Ela olha para cá e está sorrindo.
- Agora dize-me: como está Ela?
Maria da Luz olha e diz:
- Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas... Num braço está a criança.
- Em que braço? No direito ou no esquerdo?
A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.
"Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça", disse-me a jovem.
- E a outra mão? - perguntei.
Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.
"A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.
- Qual deles? - perguntei.
Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
"Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres".
IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES
Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição.
"Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira? perguntei à moça.
- Não senhor, disse ela.
Então eu lhe disse: Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês? A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: "Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes".
Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, afim de averiguar se era imaginação... Eu sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora? Ela permaneceu sempre firme.
- Está bem - disse eu - dize-me o que vês agora.
Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.
Quando ela apontava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado. Então ela olhava parao lugar que eu dizia e respondia: "Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo."
Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.
Chamei então Maria da Luz - deixando o pai onde estava - e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: "Sim, vemos".
- Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê, disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
- Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.
- Sim, responderam, por Ela.
Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: "Wer bist du?" (quem é você?) - "A Mãe do Céu". "Wie heisst das Kind auf deinem Arm?" (como se chama a criança em seu braço?)
- Jesus.
- Porque apareceis aqui?
- Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil.
- Quais são os castigos.
Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.
- Podeis então dizê-lo mais tarde?
- Sim.
- Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?
- Já o dei.
- Qual é o sinal?
- A água que está correndo em baixo.
- Para que serve esta água?
- Para remédio.
- Para todas as doenças?
- Sim, mas para quem tem fé.
- Quem quiser pode tirar daquela água?
- Não, só as duas meninas.
- Porque não podem tirar quem quiser?
- Para que todos creiam.
Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.
V. AMEAÇAS E REMÉDIOS
O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.
- Qual é o fim da vossa aparição aqui?
- Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.
- Quais castigos.
De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.
- Que é necessário fazer para desviar os castigos?
- Penitência e oração.
- Qual a invocação desta aparição?
- Das Graças.
- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?
- O sangue que inundará o Brasil.
- Virá o comunismo a penetrar no Brasil.
- Sim,
- Em todo o País?
- Sim.
- Também no interior?
- Não.
- Os padres e os bispos sofrerão muito?
- Sim.
- Será como na Espanha?
- Quase.
- Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?
- Ao coração de Jesus e a mim.
- Não basta só uma?
- Não.
- Quereis que se pregue sobre este assunto?
- Sim.
- Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?
Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.
- Darão licença mais tarde?
- Sim.
- Quereis que se construa uma igreja aqui?
- Não.
- Quereis mais tarde?
- Fez os mesmos gestos.
- Esta aparição é a repetição de La Salette?
- Sim.
- Haverá uma romaria aqui?
- Sim.
- Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?
- Para o povo romeiro poder fazer penitência.
- Quanto tempo faz que estais aqui?
- Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".
- Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.
Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.
- Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.
Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.
Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."
Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.
Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".
- Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.
As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.
- Pergunta a Ela, para que tanta benção!
- Para que sejais felizes, disse Ela.
Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também."
Responderam elas: "Para o senhor também".
Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio - "É de Deus", disse a aparição.
VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES
As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.
A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.
A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.
Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.
Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se afim de fazerem orações e penitências.
Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.
O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.
Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.
Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.
Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.
A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".
Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"
Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.
Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.
Nossa Senhora recomendou que não se disesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.
Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.
Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.
Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.
Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência". Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.
VII. CONCLUSÃO
Tal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.
FIM
"A Grandeza do Silêncio
O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.
O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.
O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.
O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.
O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda"
BEIJOSSS!!!!
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